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" Não fui, não fiquei, não vá, vem!"
 

Evaldo da Veiga


Indo, entendi que ficava.
Enquanto caminhava, consegui 
a convicção de que jamais cheguei a ir.

Continuo buscando, não sei por que,
 se a convicção tão almejada indicou outros, 
ou rumos nenhum.

Busco a paz nos campos selvagens, 
ao lado dos guerreiros pacíficos.
 Minha árvore chamou, ouvi seus 
gritos de saudade e mantive o meu silêncio.

Quanta coisa senti e poderia ter dito:
você é minha busca e em ti revivi;
você absolve e sentencia meu fim.
Fiquei iniciado, quase nada resta do que fui.

Não preciso de nada,
basta o que aprendi na tua parte seca
e o que vivi no teu lado com vida.
Continuo buscando o que não devo ter,
persevero na esperança de estar retrocedendo,
na ilusão de não ter me afastado.

Por que não dizer que queremos paz?
Abra a boca tu primeiro,
que o grito reprimido em meu peito
ecoará neste deserto tão cheio...

Quero teus olhos, farol conduzente ao meu cárcere.
Quero parar, não posso ter liberdade.
Deixe que meu espírito descanse na ociosidade 
da luta que teus olhos estimulam.
Não se vá ...
Vem!...

evaldodaveiga@yahoo.com.br
Evaldo da Veiga
Enviado por Evaldo da Veiga em 14/02/2006
Reeditado em 08/10/2006
Código do texto: T111762

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Sobre o autor
Evaldo da Veiga
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 73 anos
952 textos (313607 leituras)
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Evaldo da Veiga