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As Flores



De sua boca poderiam sair flores: metáforas incompreendidas a olhos impuros. Quis expulsar de dentro de si alguma coisa que nem ela sabia o que era. Só conseguia sentir a dor que esmagava o seu coração, prendia o fôlego e congelava a sua vida. Pôs-se a chorar e a gritar em silêncio. Uma flor austera e silenciada. Ali ela estava só. Em meio a cirandas e rodamoinhos... Uma mistura de sentimentos que ultrapassavam seu pobre domínio, mas aguçavam sua breve loucura.

O que sangra...

Aquilo que não se conhece mais. Velando noites inteiras, solitárias. Se o sentir lhe bastasse, pequena flor que lhe acompanha, não mais tentaria entender os porquês, os medos e as estações que mudam a cada hora.É preferível começar a viver, embora, não se saiba como.

As flores que te acompanham vão estar junto a ti no último momento desta vida. O mais breve, o menos intenso, o último. Podem dissipar-se contigo, resguardando o teu perfume por um pouco mais de tempo. A incerteza lhe assombra? Amargura-lhe ou angustia? Saiba que todas as coisas são contrastantes e é por isso que se completam. Porque buscam, sem saber, umas as outras
Anaturva
Enviado por Anaturva em 15/03/2006
Código do texto: T123674
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Sobre a autora
Anaturva
Jaraguá do Sul - Santa Catarina - Brasil, 31 anos
19 textos (712 leituras)
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Anaturva