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Faça a Lua morrer de inveja


"Lembra que eu te falava que não tinha mais lágrimas para chorar?Eu despertava o choro, o chamava e ele não vinha. O coração batia apertado, doía no peito, queria ir além de um pulsar descomedido, mas não conseguia.E eu apenas sentia a dor.As lágrimas não desciam. Não havia hora, por mais pesarosa que fosse, as lágrimas não umedeciam a face.
Eu podia sentir as pálpebras se contorcerem, os cílios expulsando o líquido salgado, que só deixava o gosto na lembrança, pois até a boca não chegava mais. Era tão bom, agora vejo que era bom sentir aquele gosto estranho, gosto de que mesmo?Lágrimas não são amargas, são salgadas!
Agora eu fico procurando motivos, perseguindo o caos, que ora ou outra aparece.Escolhendo a trilha, percorrendo o mesmo caminho – nada seguro – mas já bem conhecido, ele continua o mesmo: emoldurado por lembranças, saudosismos, pensamentos evasivos, loucura, muita e pouca. Caminho solitário, “por favor não morra”, entendo agora que você faz parte de mim, assim como eu faço de você.Uma relação onde um não existe plenamente sem o outro. Sabe qual é a intensidade da dor? Dor que nem existe, ela é só uma agora, é só a dor."

Anaturva
Enviado por Anaturva em 27/03/2006
Código do texto: T129309
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Sobre a autora
Anaturva
Jaraguá do Sul - Santa Catarina - Brasil, 31 anos
19 textos (712 leituras)
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