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O TESÃO

Evaldo da Veiga



Foi instantâneo. Olharam-se e a sensação de tesão incorporou.
Ela se sentiu invadida, desnudada..., doce invasão.
Sempre fora recatada, discreta e um tanto tímida...
Mas naquele momento queria ficar nua, na convicção
que o seu corpo seria plenamente aceito.
Não importava alguns quilos acima do peso.
Aquele olhar que tirou sua roupa, queria seu corpo todinho,
assim como era, exatamente assim...
Ela sabia que era assim. Como sabia? Ela só queria saber da sua
certeza, bastava sua existência, não importando de onde veio.
Não era a tentação de um tesão comum, ela estava úmida,
e bastou um olhar...
Ele sorriu e os dois sentiram que os seus corpos falavam
 a mesma linguagem.
Já sentiam os toques que viriam, de vida e amor...
Já estavam imbuídos da mesma sensação do gozo incomum,
aquele raro prazer que sempre se busca, e ele estava logo ali:
as fontes do gozo presentes, próximas, frente a frente.
Seria assim, gozo maior, estava escrito.
Ela casada, mas não há porque fugir deste lindo presente da vida.
Gozo pleno, identificação autêntica de dois corpos,
 é um bem maior...
Bela generosidade da vida.
Era tesão sim, não mero delírio sexual.
Eles iriam muito além, até o limite onde homem e mulher
se dão, verdadeiramente...
Ela molhadinha se sentiu virgem, sentia a sensação
 incomum de ser sua primeira vez, aquela que 
sentiria um prostitua ao encontrar o homem da sua vida.
Se imaginou ajoelhada , de costas, de lado,
em todas as posições recebendo carinho, belo presente da vida...
Maior prêmio que uma mulher pode receber : vibrar, gemer e gozar até onde não se sabe onde, só se sabe que se 
chegou onde  pretendia. 
Após, sorrisos de alegria, olhando a vida de frente ,
 com carinho confiante...
Neutralizaria os impasses, se continuassem existir,
eis que adquiriu razão para viver...
Dai pra frente era fazer tudo que ainda não sabia o que,
mas sabia que era bom, era continuação, só podia ser...
Era a sensação de comunicação com o seu homem, 
razão da verdadeira vida.
Pensar em obstáculos? Nem pensar! Deixa acontecer, deixa rolar...
Ele se aproximou e tocou em sua mão, e as duas mãos se
 movimentaram  em toques lindos.
Mãos que se movimentaram na mais bela poesia de vida.

evaldodaveiga@yahoo.com.br


Sensação 

Soraia Maria 
 
Ao se encontrarem seus olhos se tocaram 
Um fogo acendeu a sala... 
Atração animal, sedução total! 
Momento infernal! 
Pura tentação no tesão de dois corpos embriagados de amor ,
 ânsias de luxúria, fantasias  indecentes.... 
Desejos dementes, olhos estatelados, pedidos endiabrados.... 
Ele segurou os braços da mulher desejada, 
empurrando-a contra a parede 
Ali, ela presa pelos gestos másculos daquele que lhe despertou desejo ensandecido... gemia, pedia,  silenciava...seu corpo se contorcia de vontade de amar sem pudor, entre profanos movimentos e  gozos ardentes! Ouvia-se a respiração descompassada e alvoroçada do casal que se lambia, 
em meio a sentidos irrestritos de uma encontro vadio!
 Eram tantos ais ... 
Devagar, suas mãos percorriam a pele caliente um do outro,
sentindo o calor despertar cada pedaço,  fazendo-se em mil ...
 Eles se tocaram nos mais secretos sentidos, emaranhando-
se,  engalfinhando-se... Beijos molhados e atirados,
 mordidas nos lábios, cabelos desalinhados...  
jogaram pelo chão suas roupas, e... nus... esfregaram-se loucamente, numa vontade de fundir-se, num êxtase total, totalmente  irracional, envoltos pelo odor de suas peles,
 pelo sabor de seus lábios macios... abocanharam-se... 
Chupavam-se, bebiam-se, faziam-se objeto um do outro, 
escravos de seus corpos tesudos...
 Assim  gozaram, em êxtase profundo, absoluto!
Evaldo da Veiga
Enviado por Evaldo da Veiga em 01/04/2006
Reeditado em 08/08/2006
Código do texto: T131888

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Sobre o autor
Evaldo da Veiga
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 73 anos
952 textos (313617 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 12:08)
Evaldo da Veiga