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O mal em mim

   Como é intenso esse suspiro, esse ser com ter, esse ser ou não ser, esta solidão com espasmos de excitação, momentos de embriaguês sentimental, tão comuns e tão desiguais em mim que mantém pulsando o meu pulmão.
   Meu coração já não bate, jaz em seus medos, medo do escuro, medo de você não gostar de mim.
   Busco incessantemente a cura deste vício, desse querer sempre, dessa falta do que ainda não tive, dessa minha vontade louca de varrer o mundo.
   Sou a soma dos meus temores, sou orgulho disfarçado em uma falsa timidez, a sede de mim mesmo. Quero o averso das coisas, a mesmice que faz dos outros tão iguais, quero algo que me faça um pouco menos eu e um pouco mais você.
   Bem e mal, amor e ódio, claro e escuro; Tudo em mim se confunde. Tenho no estômago uma ardença e na boca o gosto amargo do teu beijo.
   Fui sempre eu... Sozinho, racional, senhor de minhas vontades e no controle de minhas emoções, mas agora...
   Sinto-me pássaro fora do ninho, e, se abro as cortinas da alma, vejo na tua face pálida a cura do mal em mim.
Rivelino Matos
Enviado por Rivelino Matos em 12/04/2006
Reeditado em 15/05/2008
Código do texto: T138167

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Sobre o autor
Rivelino Matos
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Rivelino Matos