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senzalas silenciosas

Nas senzalas
meus ancestrais
sofreram atrocidades.
Com a Lei Aúrea
ficou preto no branco,
que as atrocidades haveriam
de se acabar,mas na realidade,
se pesarmos bem estamos
de volta a uma senzala
invisível onde os troncos foram
trocados por ações
agressivas,posturas
que me levam a
pensar e sentir
que as correntes,começam
a nos prender,onde
as imposições ocorrem
com frequência.
Somos hoje escravos
do racismo,do salário,da saúde doente.
Somos escravos da inferioridade
a nós imposta pela sociedade.
Os senhores do engenho
não são mais os mesmos
na forma de trabalhar
mas são os mesmos em atitudes.
Nos querem reféns da coasão
de um respeito doentio,de submissão
onde devemos dizer sempre "sim".
Se irritam ao ouvirem o "não"
ou qualquer reação contrária
a deles.
Delas posso ouvir o arrastar
das correntes que nos prendem.
Silenciosas,discretas,invisíveis.
Seouvemos "senhores"falar,vão
pensar que são exageros,mas a
tortura rola à solta,as feridas
estão abertas.E a dor. Ah!Dor
só pode ter idéia quem a sofre.
Os grilhões que nos prendem
também puderam nos libertar.
Se irritam ao ouvirem o "não"
marina silva santos
Enviado por marina silva santos em 15/04/2006
Código do texto: T139608
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Sobre a autora
marina silva santos
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 46 anos
12 textos (172 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 18:28)