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Indiferentes

Respeito os indiferentes
Com suas lábias ardentes
Que propagam aos ventos – frios ou quentes
Que com nada se importam, que a nada se prendem
(como o fazem? Como não se rendem?)
Resposta oca, esse imenso nada.
Quisera eu tornar-me desapaixonada.

Unicamente, retenho-me aos inversos...
Que não vêem milagres em flores
Que não crêem em amores
E flertam, impetuosos, com a ilusão
Despreocupados feito meretrizes, cismo,
Desempenham seus ofícios com resolução
E, feitos de aço, gelo e cinismo,
Estancam as cicatrizes
Outrora em convulsão.

Possuem qualquer coisa de sultão
Naqueles navegares sublimes
Que dizem não passar de filmes
Preto e branco na constelação.
Scarllet Souza
Enviado por Scarllet Souza em 19/04/2006
Código do texto: T141712
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Sobre a autora
Scarllet Souza
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 26 anos
14 textos (630 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 08:58)