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A Cura.

"E entre os dois elos se construiu a imensidão de conceitos e devaneios. Tentativa frustrada de definir essa plêiade de sentimentos sem sentido e de abstrair esse conjunto de estereótipos, paradigmas, dogmas, convenções. Inútil dirigir sua conduta em mar tão revolto. Sequer há calmaria para os lamúrios. Estamos insertos nessa tempestade de areia e gelo. Areia que cega e gelo que desperta. Os cardeais se entrelaçam, tornando invisível o Norte. Quantas almas naufragaram nessas Bermudas? Ou será: quantas pessoas? A bem da verdade, pessoas e almas não se confundem. Falta-nos um terceiro elo. Apanágio dessas contradições? Ou simplesmente elo? Conceituável? Quem entenderia sua substância e significado? Perguntas, perguntas, perguntas... Parece-nos não existir esse terceiro fragmento de nossa insensatez. E mesmo assim a humanidade ainda o busca avidamente. Quanto disparate...! Elos, quando unidos, são indissociáveis, salvo se estilhaçados. E se quebrados, perdem sua essência. O que seria da vida sem essas contradições? Melhor a Dúvida, eterna musa dos filósofos, epicentro dos anéis. E os círculos a sobejar secantes... Entreposto de mananciais turvos. Os elos, a loucura e a razão. O terceiro, a cura."
Serginho Maresias
Enviado por Serginho Maresias em 09/05/2006
Código do texto: T153392
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Sobre o autor
Serginho Maresias
Recife - Pernambuco - Brasil, 40 anos
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Serginho Maresias