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UM POUCO DE MORTE NÃO FAZ MAL A NINGUÉM

De entrada peço licença para retirar-me um minuto,
vou ali e já volto, não me demoro, prometo
É que há momentos na vida, em que a única coisa que me acalma é morrer
Morrer um pouco de vez em quando faz bem
Eu diria até que uma dose de morte diária, faz bem pra alma e pro ego
É como um cálice de vinho,
que faz bem ao coração
Mas sem exageros, por favor!
Tudo de mais é veneno, até a morte, com sorte
você volta incólume
Lembre-se de não exagerar, morrer demais causa danos
ao cérebro, fígado e baço, irreversíveis suponho
Não que não tenhamos o cérebro já danificado
pifado, danado,
e por isso precisemos morrer, por cinco minutos que seja,
pra depois reviver, é como acordar de um sonho,
todo mundo deveria provar.
Então me dê licença um segundo,
e se alguém perguntar por mim,
diga que fui morrer um pouquinho e volto já.
TCarolina
Enviado por TCarolina em 23/05/2006
Código do texto: T161324
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Sobre a autora
TCarolina
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 41 anos
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