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DO CIÚME

Que amarga a boca e o peito
angustia o coração e escurece a razão
Serpente enrolada em cochichos nos ouvidos
enxerga gestos distraídos delatores das mãos
Salgando o prato do dia,
destemperando a calmaria
violando a mansidão.
Mais que coroa de espinhos
é esse consumo sem sentido
outro sono mal dormido,
o amor em contradição.

Seria medo de perder
o que não se possui
e nem se pode deter?

O acontecer de um individuo
é liberto da nossa direção
Conjugação, respeito e fidelidade
Fiel ao sabor da claridade
propriedade do saber do EU
Respeito ao conviver e `a confiança,
ao carinho e `a aliança que envolve dois em um,
compreendendo que todo ser é dual e tem asas

E se um parte e nao volta pra casa...

O outro só, precisa ver-se UM
precisa ver-se SER
descobrir-se e entender que sempre foi
desde o nascer;
e, que dá, sim, para bem viver.
Não deixar que o dissabor amargo de um veneno
transforme em algo tão pequeno
a grande beleza de poder
se dar sem cobrar,
abraçar sem sufocar
se abrir em céu pra receber.


D.V.
15/10/03

Copyright © 2003-2006 Dulce Valverde
All Rights Reserved
DULCE VALVERDE
Enviado por DULCE VALVERDE em 12/06/2006
Código do texto: T173844
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
DULCE VALVERDE
Estados Unidos, 46 anos
391 textos (10864 leituras)
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DULCE VALVERDE