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                                                              * Imagem retirada da net. Desconheço a autoria


Nem toda nudez será castigada...



...E de alma nua, pura e límpida, ela se revelou ao mundo.

Quebrando as correntes que a aprisionaram às dores de um passado que insistia em se fazer presente. Libertando-se dos nós, deixou que as feridas fossem cuidadas por mãos de amor; que as dores  fossem saindo de si, assim devagarinho e sem perspectiva de retorno. E, de alma desnuda, ela enfrentou a nova estrada, seguindo o caminho que a levaria ao encontro do sonho. Os olhos,  tantas vezes afogados nas próprias lágrimas, foram se abrindo para receber o brilho da luz. E ela se permitiu usar as lentes da esperança e  pela primeira vez vislumbrou um futuro sem dor, sem medo, sem armadilhas. Liberta da couraça da falsa coragem, ela se deixou banhar pelas gotas da chuva de amor que se derramava sobre sua alma e a envolvia num manto de proteção e ternura.  E  naquele instante, ela decidiu reescrever sua estória, com passagens que falassem de Amor, que tocassem corações, que abrandassem dores, que ensinassem a amar, para que não mais se ouvisse  falar de perdas, danos, e prantos.  Apenas encantos.


E  foi assim, com a alma despida de medos, dores e lágrimas, que ela finalmente entendeu que nem toda nudez será castigada.
Sandra Mara
Enviado por Sandra Mara em 17/06/2006
Reeditado em 30/11/2007
Código do texto: T177320

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Sobre a autora
Sandra Mara
Estados Unidos
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Sandra Mara