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Cantar a beleza da vida

Cansei! Não sei se alguém compartilha da minha fadiga. Corrupção e dutos da vida fazem parte do dia-a-dia dos jornais locais. Agora vem o “código”, os políticos e os estudantes que longe de serem inconseqüentes ou delinqüentes, são apenas algumas vozes que clamam no deserto da passividade mórbida que assola a sociedade. Cansar, pelo menos por algumas horas faz bem. Se durar dias, melhor, todavia a curiosidade e a secura de informações são hoje em dia tão necessárias quanto saber cantar o hino nacional nesta fase de Copa do Mundo, não resistindo à leitura de qualquer jornal.
Querendo ficar cansado, abro a boca para cantar. E a beleza da vida se faz mais irresistível, palpável e presente, expulsando com repulsa abominável qualquer negatividade que recheia as notícias de todos os dias nos meios de comunicação em massa. Cantar na profundidade mais ‘libida’ que se faz possível, sair por aí na ânsia de tornar a vida mais bela diante da beleza abertamente conclamada no paraíso fiscal do nosso coração, onde nenhuma medida judicial possa quebrar o sigilo emocional das paixões sentidas e guardadas como ouro, é desejo da beleza que habita em mim.
E a vida canta, pois só ela pode realizar tal façanha. E a vida revive sua própria vida diante da beleza que ostenta. E a vida se situa no cantar mais que um canto triunfante, superior ao tenor mais erudito, extrapolando qualquer som encantador originário de seja quem for o detentor das pregas vocais vibratórias. Ela canta para encantar, no intuito de espalhar pelo mundo afora – e interior a suas emoções – uma outra realidade, um segundo ponto de vista, um panorama avesso ao comum. Porquê quando vemos todos os dias o que não é bom, começamos a esquecer o bem, o melhor que está a nossa frente, o qual deixou de ser visto, pois uma barreira nos cega os olhos. Somos míopes nos tiroteios das informações sem significado relevante.
O importante na verdade mais querida por qualquer ser humano que pensa, está na faculdade inerente a todos nós... E seja ela qual for, que seja sua e de mais ninguém! Agora pensemos em cantar. Sim! Cantar sorrindo, oferecendo saudações de bem-vindas a qualquer manifestação de arte, filosofia e querigmas presente em lugares escondidos que hoje se revelam. O dia vai ser melhor, pode ter certeza disso!
Descanso. Permito-me a tal ociosidade em minha vida, para depois cantar... pular, dançar, mergulhar nos oceanos da imaginação, contemplando o manancial da beleza exposta inclusive no ar; viver melhor a experiência de cada dia, e deixar, pelo menos hoje, que uma informação não venha dizer o quanto no mundo existem pessoas más. No meu mundo ‘agora’, só existem cantores, compositores e poetas; adultos que brincam de ser crianças e edificam um lugar mais feliz. CANTEMOS! Nem que seja por um minuto sequer e se puder, beije com carinho fraternal a quem se tanto ama “já”.
Hugo Galvão
Enviado por Hugo Galvão em 28/06/2006
Código do texto: T184039
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Sobre o autor
Hugo Galvão
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 39 anos
55 textos (6935 leituras)
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Hugo Galvão