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CARTA A MINHA ESPOSA

Conviver (viver com...)

Quando vivemos sozinhos, procuramos alguém.
Alguém que nos ame, nos cuide, nos guie.
Aí, nos conhecemos.
De início. Tudo mil maravilhas, grandes planos, grandes idéias.
Tudo programado para fazerem juntos.
Como se as duas vidas, se tornassem uma.

Esse era meu sonho. Duas vidas em uma e que poderia dar origem a outra.
Mas o tempo passa e as coisas mudam.
Tudo muda. O rosto da pessoa amada, o comportamento.
Tudo.
As vezes pra melhor, as vezes pra pior ou até mesmo, não muda.
Muitas vezes passamos em um estalar de dedos do amor, para o ódio.
Da certeza, para a incerteza. Entre outros paradoxos existentes.

Bate a decepção, as frustrações, os desgostos.
A atração sexual já não é mais a mesma, muitas vezes evitamos ou fazemos para não magoar o outro.
Mas isso sempre, sempre é percebido, mas não falado.

Eli, nossa vida passou, passa e passará por altos e baixos.
Mas uma coisa nunca vai mudar entre nós: o amor e o respeito.
Crises vem, crises vão e no fim sempre sobra nós dois.
Sempre fiz brincadeiras sobre separação, arrume outro melhor, isso está cheio por ai (melhores e maiores, hehehe).

Conviver com outro, é sempre mais difícil do que viver sozinho.
Mas quando aprendemos a conviver, damos o maior passo em nossas vidas.
Pareço imaturo, infantil, desajeitado (isso eu sou).
Mas é por que quero que você me veja como seu marido.
Aquele que custe o que custar, sempre estará ao seu lado, mesmo que você queira fazer coisas, que eu ache errado, que eu não queira.
Sou aquele que sempre te respeitou e sempre te respeitará, mesmo que isso não seja recíproco, apesar de acreditar que seja  não importa, eu te respeito como única mulher em minha vida.

Quando digo que me sinto sozinho, mesmo estando com você, é por que estou precisando muito de você, de seus carinhos, afetos, beijos, abraços, enfim, de tudo o que você sempre me deu e eu sempre gostei.
Mas hoje entendo uma coisa, você também precisa. E eu no meu egoísmo, me esqueço de dar, pois dentro de mim, eu preciso receber.

Peço-te perdão pelas vezes em que deixei de ser seu marido e fui seu carrasco.
Peço-te perdão pelas vezes em que pensei apenas em mim, e não em nós, e pior, culpava você.
Peço-te perdão nos momentos em que te sufoquei, tirei seu ar, seu espaço, por que o meu espaço estava crescendo muito.
Peço-te perdão pelas vezes que não consigo ser um bom pai, como nossa filha merece.
Peço-te perdão pelas vezes em que não pude te ajudar como você merece, mas eu tentei, da minha maneira, mas tentei.

As vezes me sinto o menor homem do mundo, o homem mais fracassado que existiu na face da terra. Sim, tenho me sentido assim muitas vezes. (as vezes você me faz sentir assim)
Mas hoje aprendi outra coisa. Sou o cara mais sortudo da face da terra, o maior homem que já existiu (não falando religiosamente). E tudo isso  por que descobri que tenho a maior mulher do mundo, a mulher mais especial que já existiu.

Eli, como já disse, crises vêm, crises vão. Mas o amor e o respeito que sinto por ti, cresce mais e mais.
As vezes me pergunto se saberia viver sem você. A resposta que tenho é sempre a mesma: poderia, mas jamais vou querer isso. E na vida a dois, o que predomina é o querer e não o poder.

Ainda temos que aprender muitas coisas, e uma delas é conviver.
Mas já temos o mais importante. O amor.
Quando pergunto pra ti, se ainda me ama e recebo um silêncio avassalador, cortante. Tenho minha resposta, pois se você não me amasse, você diria com toda franqueza que não. Engraçado, o silêncio em ti é um sim, nunca tinha visto isso.

Somente quero que saiba de uma coisa, quando escrevo essas coisas, ou quando as falo pra você é o Claudemir maduro, crescido e que quer te dar uma família muito especial, ao contrário das que tivemos, uma família que apóia um ao outro, que mesmo nas maiores confusões, critica, fala mal, mas no final acabam felizes e sorrindo. Isso não importando o que tem de material ou o que deixaram de ter, ou poderiam ter, pois para mim, o mais importante é o respeito, o carinho, o afeto, o amor, a cumplicidade, a união. É isso o que quero pra nós e muito mais. Apenas temos que lutar juntos, não vou dizer sem brigas ou desentendimentos, mas sim, com maturidade.

Te amei, te amo e sempre vou te amar!!!!
Risso
Enviado por Risso em 27/11/2009
Código do texto: T1947553
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Sobre o autor
Risso
Curitiba - Paraná - Brasil, 34 anos
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