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AMIZADE


Durante muitos anos arrastei comigo aquela bagagem  pesada. Algumas vezes pensei em deixá-la à margem da estrada, ou abandonada sobre um banco de uma estação qualquer. Afinal tudo aquilo não valia nada, eram quinquilharias, bijouterias envelhecidas, sem valor... colares de cacos de vida, puseiras de restos de amor, rosário de amizades perdidas... mas faltava-me coragem para abandonar minha bagagem. Eu pensava bem e me perguntava: Sem ela eu seria quem? Nem viajante eu seria. E se em algum lugar alguém quisesse saber o que eu trazia? Como responder? Sim era melhor que nada a minha bagagem. pelo menos eu me sentia em viagem.

Foi quando aportei em ti, minha doce e querida amiga.
Fizeste com que eu expuzesse tudo que trazia e com uma ternura até então por mim desconhecida, tomaste em teu coração os meus cacos de vida, restos de amor, amizades perdidas... e foste construindo algo tão bonito com tudo aquilo que eu mesmo não acreditava ter saído de minha pobre bagagem.

_O que é isso?  Como fizeste? _ Quis saber.

_Eu não fiz nada. _ Ela respondeu. Apenas te emprestei os meus olhos para que pudesses enxergar a beleza que os teus olhos se negavam a perceber.
silasol
Enviado por silasol em 24/09/2006
Código do texto: T248051

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Sobre o autor
silasol
Sabará - Minas Gerais - Brasil, 65 anos
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