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Tolos, nós

Há uma série de questionamentos. Mas tudo é perda de tempo, se já soubermos como reage nossa espécie. Por mais lenha que se jogue à chama, mais frio sentem aos que à fogueira clamam. Porque assim é o irmão nosso de cada dia, que geme e chora pedindo algum consolo, mas deita e rola quando o único mártir é morto.
Há os que necessitam de solidão. Como há os que se mataram de paixão.
Como há os que se negam ao irmão.
O escândalo é oportuno.
Tiram-nos tudo, jogaram-nos no mundo.
Fabricaram bombas, inventaram o estupro.
E o resto... o resto vira escândalo.
Que sofra a sociedade escandalizada. Afogue-se no mar de lava.
Afogue-se no oceano das hipocrisias.
Farei o favor de quebrar os espelhos para evitar a vergonha.
Ninguém há de ter a coragem para olhar a si mesmo. Ninguém há de ter coragem de amar a si mesmo.
Porque assim são as criaturas dos cumes monteses. Isoladas da realidade ilusória da profanação. Vivem em redomas de vidro à mercê do infortúnio, enquanto enganadas pela miséria da proteção.
Joli Cortês
Enviado por Joli Cortês em 24/09/2006
Reeditado em 01/10/2006
Código do texto: T248531
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Sobre o autor
Joli Cortês
Varginha - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
6 textos (100 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 04:03)
Joli Cortês