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Metáforas/Realidade

Enquanto estou aos prantos, chorando loucamente
Por um fio da loucura
Os meus inimigos festejam minha suposta derrota, sorriem
Alegremente sem saber que estou próxima de virar o jogo.
Fico calada, na minha, sem fazer nada que chame atenção dos
Urubus que decolam sobre a minha carniça.
Pensam que estou morta
Me vêem ensangüentada, esperam a hora que vão me devorar.
Mas não sabem que na hora certa irei revidar, irei virar a mesa, e que eu estava só esperando o tempo certo para fazer o alicerce da minha casa.
A casa de meus inimigos foi feita sem alicerce, sem base alguma e com qualquer chuvinha boba poderá cair.
E eu certamente farei a dança da chuva perto da casa deles, na qual cairá matando um por um.
E a minha carniça que estava aos urubus, se levantará e matará um por um com suas próprias mãos, esmagando-lhes a cabeça e o seu coração.
Pois a justiça virá, mesmo que tardia, mas para os justos, ela nunca faltou.
Jô Borges
Enviado por Jô Borges em 19/10/2006
Código do texto: T268399
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Sobre a autora
Jô Borges
São Luís - Maranhão - Brasil, 29 anos
14 textos (834 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 00:42)
Jô Borges