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Eu sou a vida, estou humana

Para os que concordam que já não há uma verdade, mas sim uma erupção de verdades saindo dos vários solos do pensamento, para esses espíritos livres, falar sobre a VIDA apenas sob o olhar inquistivo dos austeros conventículos do saber é uma perda para a própria vida.
Eu fiz então o que eles secretamente sugeriram: me embriaguei, bebi o vinho dessa experiência até a última de suas gotas mágicas e algo se recuperou dentro do meu coração. Eu vi a vida e ela bradou o grito eterno dos demiurgos:

-Sou eu que te vejo
ao ver-te me vejo
e ao me ver te faço!

E minha alma se cristalizou com a certeza da vida. Ela, vida, está em tudo, ela é a verdadeira e real e imortal força cósmica. Meu corpo será entregue ao sono da Terra dentro de algumas décadas. Mas a vida continuará muito tempo depois que o último dos meus descendentes também tenha descido ao pó.
Porque eu sou só uma vontade, um pedaço de destino, breve lágrima luminosa entre duas eternidades., mas a vida, ah! ela perfaz, impregna, preenche, move e nas labaredas de seus lampejos segue prevalecendo contra as patéticas e débeis tentativas humanas de adoeçê-la...
Então eu fiz Leonardo todo silêncio e eu disse para ele:
-Eu sou a vida e estou humana, estou réptil, estou ave, turbilhão aquático, e estou também Leonardo.

E eu fiquei ali, enamorado, embriagado e extasiado por existir...
Léo Pandorinho
Enviado por Léo Pandorinho em 23/10/2006
Código do texto: T271755
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Sobre o autor
Léo Pandorinho
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 32 anos
5 textos (117 leituras)
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Léo Pandorinho