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PEQUENO PUNHADO DE PRAZER

Quem sou  nesse exato instante, movimentos entrecortados e reflexivos não dão conta das  possibilidades que me assaltam. Não posso ficar parado contemplando a sensação de nada fazer vendo o tempo passar. Minha vontade mesmo, é de correr para bem longe. Lá, bem antes, em tempos idos, podia  esperar o quanto quisesse, tinha  certeza de que tudo se resolveria. A urgência não me ensinou a pensar rapidamente mas, tão somente, a agir intempestivamente. Nunca soube ao certo, o lugar onde guardar as coisas, por isso sempre as “des/encontro” , e acreditem ou não,decidem quando como e onde,  encontrá-las.
Nunca procurei o compasso  real dos acontecimentos, considero-me atrasado em relação ao tempo, embora, saiba perfeitamente o que as pessoas desejem. Consigo  pressenti-las e isso para mim é uma forma de furar a onda e, preferencialmente, não ficar é uma maneira discreta, de abrandar a fatal queda.
Fechar os olhos era também é uma forma de suavizar o desenrolar dos acontecimentos. Sinto que as pessoas olham e escutam, tenho a sensação de que uma invasão brutal está sempre acontecendo, o paradoxo é que não posso e nem quero fazer nada, me acostumei aos riscos, por um pequeno punhado de prazer.


 


Lázaro Ferreira
Enviado por Lázaro Ferreira em 27/10/2006
Reeditado em 26/05/2011
Código do texto: T275139
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lázaro Ferreira
Salvador - Bahia - Brasil
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Lázaro Ferreira