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Caminhante

Viver é mandar num mundo de flores e espinhos. A vida é narrada por um idiota, cheia de sons e sem sentido. Ver e falar com almas é coisa de poeta. Bum!: de repente a plurissignificancia de um todo explode e posso vê-la em tudo. Você pode? Tente por um momento não sentir aquela dívida ou a paixao que entorta sua cabeça o tempo todo,então isto será um começo. Não que todo começo seja o começo correto, pois, as vezes, a satisfação começa pelo fim , mas sempre existe um começo, mesmo que ele esteja contido num fim, num meio ou num 1/3. Eu tive 1/3 do seu coração e as outras duas repartiram ½. E você, o que tinha? Nada. Creio que eu não sai perdendo, sofri muito, mas pelo menos tinha algo alem do 1/3 do seu core, que é o meu. E dia desses descobri que tenho uma moldura pra alma. Ah, me encho de ternura pra falar: TE NHO U MA MOL DU RA PRA MINH´ALMA!!! Ainda não tenho, mas já tenho o local para enquadra-la. Minha alma tão incomensurável- pois sou o tudo- , no entanto, quase não vivo. Obvio que não penso tudo isso: apenas sinto. E esse sentir é apenas um átimo de sentir num louco dia-a-dia que corroi o peito e esvazia a cabeça e enlouquece. Só que é preciso loucura, mas não uma qualquer, pois ter loucura sem ser doida é uma bençao:”um desinteresse manso em relação as coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez”. Estupidez de não querer entender, pois se quero entender paro no espaço e se não quero, capto cada vez mais vida ao meu redor: da flor morrendo ao seu primeiro respirar quando acordas. Pena que não tenho boa memória, se não te escreveria uma carta com o seguinte titulo: a historia das minha invenções. A historia de como o meu coração inventou de te amar quando o meu corpo fugia de qualquer forma de compactuaçao, ou de quando você escreveu poemas no meu corpo e fotografou, poetizando e congelando e firmando meus sorrisos de uma forma contemplavel. So que essas não são invenções minhas- não me prenda, por favor- e sim do meu intimo e de ti, pois das minhas- como já disse- não me recordo. Outra invenção sua, que me deixa cheia de plenitude, mas que não é invenção sua e sim coisa que os homens sabem- e fazem sem combinar- é a sua cara de dor e raiva quando esta sentindo prazer. É tão puro que quase se pode sentir a cosmiticidade de quando se esta no céu. Lembro-me de quando fui proibida de comer uma cobra e você me disse: deve come-la,pois é preciso respeitar sua violência, sem contar que as pequenas nos salvam das grandes. A violência é parte importante na vida , ate no amour. Eu procuro transpor o que sinto de forma não-hermetica. Estou aberta, esperando que você me adentre e se sinta satisfeito. Isto é expressionismo e esta é a melhor forma de lhe transcrever meu sórdido e nem um pouco absoluto querer. De imediato absoluto: te quiero, meu caravaggio maneirista.
Moan
Enviado por Moan em 02/11/2006
Código do texto: T280367
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Sobre a autora
Moan
Recife - Pernambuco - Brasil
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Moan