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Mar aberto

Eu quis, pedi, implorei e tudo aquilo passou. Sonhava com tardes quentes, colchão macio e que meu coração só disparasse de paixão.
Vivi numa realidade que não queria. Não simpatizava nem com o meu reflexo no espelho, nem com o resto.
Eu me via nadando em mar aberto, sem bóia, quase sem fôlego e sem possibilidade de chegada. Por muitas vezes pensei em desistir, em parar de nadar e deixar meu corpo afundar, mas sempre que isso acontecia, eu via peixinhos minúsculos nadando livres  e sem medo naquele mar todo e via meus amigos, bem longe, na beira da praia acenando e torcendo por mim. Então eu respirava fundo e dava mais umas braçadas. Por muitas vezes me deixei afundar, senti a água começar a entrar no meu corpo doído, doente, mas algo me empurrava pra cima e eu continuava.
Um dia cheguei ao outro lado e tudo o que eu queria era riso frouxo, costas sem dor, medo sumido. Nessa noite, sem aviso qualquer eu dormi e sonhei gostoso. Nele eu estava beijando quem eu amo, rodeada pelos meus filhos e dentro de mim, ao invés de angústia e medo, eu tinha uma nova vida crescendo, um ser, um salvador de mim mesma, um marco de renovação, um bebê. Aí quando eu acordei, descobri que finalmente era tudo verdade...
Kilya Stella
Enviado por Kilya Stella em 16/11/2006
Reeditado em 06/07/2010
Código do texto: T292568

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Sobre a autora
Kilya Stella
Curitiba - Paraná - Brasil, 42 anos
27 textos (2504 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 20:06)
Kilya Stella