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Vento Novo

Posso te chamar de Dezembro, ou quem sabe te chame de vento novo, algumas vezes penso que é só abrir a porta e a vida entra...sem pedir licença.
Tecer os dias é uma tarefa que exige eficiência e muita dedicação...assim como se assentar e escrever cada página em branco, todos os dias, como se fosse o primeiro...com a mesma alegria...o mesmo sorriso nos lábios...mesmo sabendo que é só mais um página sem valor, que vai ser virada, ou arrancada sem dó...como uma flor que arranca sem cuidado da terra...
Atos e gestos demonstram ao longo da vida; quem é a pessoa que você cultivou dentro de si. Algumas pessoas envelhecem sem saber olhar para o céu, porque aceitam tudo como acessório na suas vidas, outras envelhecem sem sonhar...porque esquecem que foram crianças...adolescentes...
Os anos passam, e nossos jardins podem simplesmente secar...depende de nossas atitudes, dos nossos gestos e palavras...ou podemos ter jardins com flores artificiais...enfeitam...mas não exalam perfumes...e não tem vida...nem viço...porém há pessoas que de longe exibem a magnitude dos jardins, a variedade de flores, a exuberância de aromas...
Mas apesar de tanta beleza...quantas vezes falta tinta no tinteiro, para escorrer pelas páginas alvas...os segredos dos dias...o sussurro das noites...as vezes as almas perfumadas perdem o encanto e embora não percam a essência...se perdem da vida...se distanciam dos pomares cheirosos...
Muitas vezes a vida perde a essência...e sem essência a vida perde a excelência...( não sei se li isso em algum lugar...me pareceu tão familiar de repente...)
Dezembro, carregado de misticismos e brilhos...é o tempo da dualidade...entre o velho e o novo...entre o morrer e o renascer...de chuvas intensas e sol a pino...quem não há de notar Dezembro chegar?
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 02/07/2005
Código do texto: T30484

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
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Angélica Teresa Almstadter