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Pra não nascer

Sonhei que perdia um ônibus essa noite...que ele partia levando duas pessoas queridas...e eu ficava impotente na gare, olhado -o  partir...
Acordei impressionada, pensando que na vida é assim mesmo que as coisas acontecem, a gente se perde das pessoas, quando menos se espera...é dolorido, mas as vezes as pessoas se vão, ou a gente ...sem a gente ter tido tempo de dizer adeus...
sem ter tido tempo  de dar um último abraço...de ter dito o quanto ela era importante para nós...
Parece que nos últimos dias minha sensibilidade anda flutuando na minha pele, como se quisesse me dizer algo, que ainda não sei...como se anunciasse algo que no fundo me assusta...e isso até me dói...é difícil explicar, tanto quanto é difícil compreender...
Tenho preferido o silêncio na maior parte do tempo, mas diferente de outros silêncios...parece que entro em um túnel e não vejo nada...parece um mergulho no escuro...ou num imenso vazio...onde fervem poesias e palavras, que nem sempre querem nascer no papel...ou na tela...são palavras que tem vida própria e sentimentos tão íntimos e tão grandes, que preferem bailar nas minhas emoções...sem brotar...
Alguns diriam que sou maluca, mas eu sei que há também os que me entendem, poucos eu sei, mas hão.
Não me importo de falar sobre isso, ainda que alguns narizes fiquem torcidos...ou que com isso, ganhe mais um rótulo...sei que minhas linhas não são muito interessantes, e que na maioria das vezes, incomodo...mas estou me lapidando e é pela minha faxina interna; e essa não divido, e pelas minhas letras, palavras e ações, meu caminho.
Meus escritos percorrem muitos caminhos, mas eu escrevo para muitos poucos, ou melhor; eu escrevo para pessoas especiais, pessoas que não olham para essa "avenida de erros gramaticais" mas encontram nas minhas linhas tortas algum significado, alguns especiais que conseguem sentir o meu pulsar nas linhas quebradas e mal escritas.
Estou me sentindo grávida de palavras e emoções...se nascerão não sei...mas quero acalentá-los dentro de mim, seja sorrindo ou chorando...mas vivendo cada segundo...para me sentir melhor como pessoa.
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 17/07/2005
Código do texto: T35240

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55645 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 09:54)
Angélica Teresa Almstadter