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Vida minha

A vida, fingida, passa e nem liga. Faz de conta que não me conhece, não me busca, me olha indiferente, finge que me esquece. Julga-te proeminente? Extingue-me como a um mal que te inflama? Pois é essa minha maior valia? Sou vilão e algoz de toda trama? Ah! Vida minha, tantos versos cantei no crepúsculo de um novo dia, sob a chuva que se infiltra no teto de minha escolha. Por que me escoas assim tão líquida? Sim! Vida querida atreve-se a buscar outro insípido argumento que me empurre à marginalidade? Que maldade, vida minha. Eu te quero tanto... Dê-me um só momento de acalanto e reescreverei o final desta peça. Resgate-me de tuas veredas, conceda-me o papel principal... Não te apresses, vá mais devagar... Espera-me, vida. Não gastes todas as primaveras antes que eu possa te alcançar. Vem, acertemos nosso passo, façamos um trato: Vivamo-nos.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 20/07/2005
Código do texto: T36067
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
730 textos (54067 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante