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DESPEDIDA DE UM AMOR VIRTUAL.

Estou aqui para me despedir...
Estou aqui para me despedir para sempre das 
lembranças, dos sonhos e das ilusões que você
despertou em mim. 
Nesse momento de decisão, deixo atrás de mim um Castelo Azul que foi construído num doce e feliz momento da minha vida, mas como todos os momentos da vida, ele também foi transitório e o belo Castelo Azul se desfez em escombros, esgarçou - se entre as brisas que transitam, perfumadas, por entre as nuvens brancas da fantasia.

Despeço - me, neste instante, das lembranças das 
melífluas palavras de amor que dos seus lábios "ouvi", embora não tenham sido ditas, apenas pensadas e digitadas por seus dedos, transmitindo - me idéias que, por algum tempo, transformaram minha vida num poesia paradisíaca.

Despeço - me da utopia que acalentei, de 
"Algum dia...em algum lugar..."
reencontrá - lo e ser feliz com você...
Despeço - me , para sempre, da voz que nunca ouvi, mas que vezes sem conta, imaginei doce e repleta de ternura, sussurrando aos meus ouvidos aquele "Eu amo você" que tantas vezes li, e na qual acreditei com cada fibra do meu ser, com cada parte da minha mente capaz de sonhar.

Despeço - me para sempre, do sorriso que "vi" brilhando em seus lábios, do riso alegre e aberto que "ouvi", tantas vezes, ressoando na minha imaginação.
Despeço - me de cada carinho seu que um dia fez meu corpo estremecer no mais puro prazer; dos seus beijos ardentes , sonhados e imaginados pelos meus lábios famintos e amantes...

Mas despeço - me, também, neste momento, de todas as dores, mágoas e tristezas, decepções e desilusões que envolveram, por algum tempo, numa teia escura, o meu coração que sempre desejou brilhar amor, serenidade e PAZ, para poder partilhar com você.

Devolvo - lhe a cópia da chave do Castelo Azul, pois finalmente, já não sinto, mais, enclausurada e solitária dentro de suas muralhas, depois de tanto tempo, minha alma, que hoje recobrou suas cores e suas asas e sente - se ansiosa pela luz que divisa em outros e amplos horizontes... finalmente livre!

Apenas como sugestão: livre - se dessas chaves, jogue - as no fundo do mar do esquecimento, pois aquele que um dia foi "nosso Castelo Azul", não passa, hoje, de um mero escombro nas páginas do passado que, há algum tempo, começou a registrar o capítulo  "esquecimento" em nossa antiga história.

O clímax da desesperança veio sem querer, para mim, quando com meus olhos que tanto o admiraram, quanto choraram por você, presenciaram a suprema traição da promessa de um amor que se dizia predestinado à eternidade, uma vez que, nos páramos terrenos, seria impossível se concretizar:
As mesmas palavras, ditas a mim, em momentos de
profunda emoção, sendo repetidas à outra pessoa...
e o fim se fez entre lágrimas e uma dor aguda, profunda, dilacerante... mas que rasgou o véu da inocência que ainda velava meus olhos, minha consciência e meu coração.

Liberta dos grilhões que ainda me prendiam, sigo, agora, meus passos seguros em direção a um futuro alegre e sem mais esperanças infundadas, desejando que você, da mesma forma, o faça, pois a sombra negra de uma promessa inconsequente, de um pacto sem fundamento, jaz relegada ao lugar de onde nunca deveria ter saído: 
A zona morta das "palavras que o vento leva".




Arianne Evans
Enviado por Arianne Evans em 13/09/2005
Reeditado em 13/09/2005
Código do texto: T50232
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Sobre a autora
Arianne Evans
Curitiba - Paraná - Brasil, 66 anos
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Arianne Evans