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O FUTURO DO SISTEMA EDUCACIONAL PÚBLICO (Todo final de festa é triste.)

             Em toda a reunião pedagógica, escuto piadinhas da direção da escola, dizendo que tem professor que dar aulas para "grupinho". Tomo isso como acusação e menos como orientação! Dou aula sim, em uma sala lotada "heterobjetivada", para quem quer. A diretora me condena, mas não me diz nada coerente e funcional sobre o que fazer. Gastar o tempo da aula, chamando a atenção dos carentes de atenção, não é tão promissor do que jogar os estudiosos contra os avessos, aqueles nos ajudarão a educar estes. Se coloco o aluno conversador e irreverente para fora, onde vão ficar? A coordenadora o faz assinar uma folha, lá, e ele retorna ainda para quela aula com mais sete demônios: revoltado e xingando as normas da escola, a coordenadora e o professor. Então prefiro continuar falando sem tal constrangimento, e convidar os que valorizam a minha aula para se sentar à frente, escutando-me bem. Porém, a diretora insiste em me condenar, será se os pais daqueles alunos bons me condenariam? E os pais do péssimos alunos, ali representados, diriam o quê? Estes, eu sei exatamente o que diriam, pois são os perturbadores, como já falei, carentes de atenção, irresponsáveis, que eu os ignoro no fundo da sala de aula, que reclamam, culpam seu professor por suas notas baixas e seu fracasso. Todavia há quem os escute, cúmplices, "direitos humanos". Quem dar esmola ao bêbado para embriagar-se é tão culpado, pela destruição dos bons costumes sociais, como o dito cuja destruidor de si mesmo.
           O método usado pela escola para não perder aluno, não é viável à estabilidade da Unidade Escolar, porque dói mais colocá-los para fora, me indispondo com eles, correndo riscos de morte,  por que são de fato marginais, desafiadores das normas sociais e da autoridade do professor. Digo marginais, baseado-me no fato de que roubam o tempo a oportunidade, violando o direito dos outros sem nenhum peso de consciência. A escola veste qualquer um com o seu uniforme, angariando volume em suas estatísticas ou pensando em lucro, mas enquanto delinquentes disfarçados de aluno agregam em número, destroem em qualidade. Aí somos obrigados a ministrar aulas para quem não quer, comprometendo e invalidando qualquer didática do melhor professor que seja.
            Hoje, já findando o domingo, e eu postando essa revoltante verdade e realidade da vida escolar em meu blog, certamente  esta semana vindoura será um banquete de caras estranhas e grotescas, bem como travessas vazias, terei desilusões por as quais eu já estou esperando. Um misto de alegria e tristeza já incha meu coração, sabemos que todo final de festa é triste. Trabalharei somente dois dias na semana, devido feriados e emendações de recesso, aos que não gostam de me ver feliz, fica esse aviso cósmico, não endureçam as convenções e as regras de engajamento por que uma criança chora muito quando lhe tiram o pirulito da boca. É um choro gritado e perturbador. Lidar com humor instável pode ser desgastante, e a ausência de diálogo agrava esta situação, mas vou dar o meu melhor para reverter esse quadro. Não quer vir ao meu banquete? "De todas as doenças do espírito humano, a fúria de dominar é a mais terrível"(Voltaire).
          Para sabermos o futuro do sistema educacional público é só acompanhar atentamente o que esta acontecendo à igreja e religião e, à família: Escárnio e moldura para programas humorísticos de sucesso.    
Kllawdessy Ferreira
Enviado por Kllawdessy Ferreira em 31/10/2016
Reeditado em 07/05/2017
Código do texto: T5808677
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Kllawdessy Ferreira
Goiânia - Goiás - Brasil, 58 anos
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