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FIO DA NAVALHA

Se eu sigo uma reta, nada me consome mais. É simples o caminhar sem curvas, uma viagem desatormentada, preguiçosa, sem luta, uma viagem sem vida. Eu procuro os montes, as serras, as curvas que me trazem perigo, sustos, inesperadamente, me trazem vida. A graça não é de graça, o prazer da conquista faz dos minutos uma constante e mutante alegria. Me faz feliz a luta de um dia, enquanto entristeço no marasmo de um pensamento vazio, sem luz, sem desafio.Eu sigo o fio da navalha, entre dores e amores, instantes que eternizo em um simples sorriso de satisfação, nas rugas que me nascem, não da velhice, mas do jovialidade fora do tempo.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 12/10/2017
Código do texto: T6140788
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 57 anos
763 textos (55579 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 05:24)
Jose Carlos Cavalcante