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A RUA

Ouso a rua que não vejo,
Abriu-se a janela que dá para a rua,
Que não tem saída.
Sair?não significa ir a rua,Que não se importa comigo,nem com as portas
Ou Janelas.
Vejo a porta que não se abriu,
Janelas fechadas,abertas ou entreabertas,
Ilusão pensar que o ruído que ouso,
Vem das ruas que não vejo.
E o desejo de ir as ruas é angustiante.
Conforta me saber,que as portas,
Estão fechadas e as janelas escancaradas.
Tenho medo,do que ouso,mas quero saber,
O que se passa lá fora.
Mesmo estando preso pelas grades,
Inconsciente,do meu ser,covarde.
Então vou até ao sóton, bisbilhotar os fundos,
De onde não se vê apenas ouvi-se o som das ruas.
E eu quem sou?
A rua! A porta! As janelas escancaradas?
Ou um palhaço louco,brincando atrás das grades,
Do meu sóton.

JUVENAL LUIZ   03/09/2007
juvenal bastos
Enviado por juvenal bastos em 04/09/2007
Código do texto: T638801
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Sobre o autor
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Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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