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Seus olhos


Seus olhos, quando me fitam, sempre brilham
E fico a imaginar se fosse diferente com a gente
E à distancia  que a vida nos forçou
E essa dor que sempre me acompanhou
Essa coisa irrevogável me entristece
Mas ao mesmo tempo já passou
Me sufocava sim, castrava, enlouquecia
Um jogo da vida, perigoso, mágoas sofridas
Às vezes pensava: não vou mais suportar
Esse jeito cruel do vento tudo levar
Como alguém que oferta o pão com uma mão
E com a outra chicoteia sem perdão
Abrindo feridas eternas no coração
Mas teus olhos me dizem que mudou
Que o tempo bom chegou,
Depois da tempestade,
E me passam a paz,
Afinal MERECEMOS!
Cabeça de poeta
Enviado por Cabeça de poeta em 05/09/2007
Código do texto: T638959

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Sobre o autor
Cabeça de poeta
Fortaleza - Ceará - Brasil, 63 anos
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1 e-livros (44 leituras)
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Cabeça de poeta