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SEGUINDO O AMOR

Evaldo da Veiga


Siga,
O teu rumo é o rumo que você escolhe, com interviniências da vida,
resguardado a parcela de livre arbítrio.
O céu ou o inferno é uma escolha, assim como também conceituar.
Tudo o que se crer se torna uma realidade pessoal, 
que às vezes harmoniza-se ou não com a opinião generalizada. 
Sair do geral por mero desafio não vale a pena,mas enfrentar o contrário 
na convicção que se busca uma verdade, é um prêmio.
Sim, a verdade chama, mas o sofisma também. Escolha o caminho.
Vá, não olhe pra trás, segure o teu arado e prepare o teu chão, 
tudo nele se apóia, em especial a cama do repouso e de se fazer amor.
Nem tudo ficará ao alcance dos olhos. Só se sabe que o verdadeiro amor,
sempre multiplicado sem a perda do critério de seleção, 
estará sempre juntinho, algumas vezes numa média, 
noutras em longa distância.
Em caminhos opostos ou paralelos também existem encontros,
contrariando a tese geral.

O improvável acontece por força do intenso desejo. Paralelas envergam-se, convergindo ao mesmo caminho. Coisas acontecem sem influência pessoal, mas conciliar o destino com a vontade de seguir um certo caminho e alcançar um objetivo definido, é o melhor.
Se na vida não sabe o que se quer, ela dá qualquer coisa: 
suave ou amargo, não para agradar ou punir, 
ela não sabe o que se quer, quando não é pretendido.

Pretender “um quê” de sublime, só pensando o sublime, 
mas às vezes é boa uma misturinha, deixando o desejo viver, 
porque o desejo faz vida.
Vida também é um vicio profano e sagrado, questão de dosagem,
nada é rigorosamente bom ou ruim.
Sorriso triste em tantos desenganos não tem hora marcada.
Uma hora, um dia, um mês, anos, o que é isso? 
Só vivendo se pode saber.
Chegaremos aonde tivermos que chegar, um tanto por nós e outro tanto por impulsos da vida. Em princípio, buscar paz, sorriso e alegria, 
por derradeiro buscar o amor, nele existe guerra e paz, 
a guerra que temos que guerrear, 
por imprescindível à existência da verdadeira vida.
Ainda não se sabe do mundo nem um tiquinho, trilhões de quatrilhões
de especulações e roteiros definidos por religiões, 
que podem levar ao sentido inverso do pretendido.
Ainda não se sabe de nada, praticamente, só se sabe como certeza saudável, que é preciso seguir sem se cansar da ilusão que existe o bem, 
e ele deve ser alcançado.
Que o amor é o mesmo de sempre, sempre renovado.
O que tive de verdade terei sempre, 
desde que, seja  o amor o bem maior almejado.

Imagem: Tela do RENOIR, Paul

evaldodaveiga@yahoo.com.br
Evaldo da Veiga
Enviado por Evaldo da Veiga em 26/09/2007
Reeditado em 26/09/2007
Código do texto: T669128

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Sobre o autor
Evaldo da Veiga
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 74 anos
952 textos (314105 leituras)
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Evaldo da Veiga