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AO NASCER DO AMOR

Até que sinta a sua chegada depois de vários tempos de espera, quero desvendar este sentimento que em alguns momentos chega a me despir da razão, desvirginando a minha emoção, chegando ao êxtase de não sentir mais meus pés no chão. Busquei o amor sem ao menos saber o que ele iria reservar para mim, mesmo assim aceitei o desafio pensando que poderia moldar de minha forma, em alguns momentos consegui, em outros fui tomado pela emoção assim houve mudanças nos planos que no qual tinha traçado.

Certo dia fui consumido por uma vontade de apenas procurar conhecer o desconhecido, pois entrei em meu carro, sai de minha casa, acendi um cigarro e segui sem algum rumo. Ao entrar em um túnel de mangueiras, características das ruas de minha cidade, quando observava mundanas que daquelas que caem e destroem qualquer telhado de vidro, portadoras de um delicioso corpo que se consome até o caroço. O que muito me chamou atenção, que ela nem ao menos escolhia a quem dá de comer a sua carne, deixava todos lambuzados. Só que depois da satisfação saia desnuda e descabelada.

Em uma esquina paro o carro, esperando que o semáforo indique a minha preferência, pois quando ele se abre ao meu favor dobro a esquerda, pois lá em alguns metros estaciono o meu veículo e desço, quando enxergo a minha frente fruta madura, que aos poucos me causa o desejo de degustá-la. Ao trazer para o meu caro, começo descascando deixando sua carne exposta sob o domínio de minhas mãos que conduzem até a minha boca. Ao sentir-me saciado por alguns tostões sigo meu rumo e reflito: ainda não consegui o prazer que quero.

Ao sentir o amor, essência que no qual eu buscava, encontrei onde eu menos esperava encontrar, sem ao menos gastar valores para obter apenas uma satisfação fisiológica em alguns fragmentos de tempo. Não, sei que o amor existe que ele não se encontra em simples olhares. Amor canta a alegria, conforta a dor, aurora que guia em caminhos obscuros, a poesia que faz da razão da vida.
Flávio Miranda
Enviado por Flávio Miranda em 18/10/2007
Código do texto: T699803
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Sobre o autor
Flávio Miranda
Belém - Pará - Brasil, 36 anos
85 textos (25255 leituras)
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Flávio Miranda