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Vírgulas onde não existem

Este arroubo inexplicável.
Este sorver de mim.
Esta dor registrada.
Este rancor ruim.
Esta falta patente.
Esta competência aparente.
A descrença minha nela.
Estas letras metálico-amarelas.
Esta torre de marfim.
Esta tela mal-pintada.
Este verde-musgo.
Este casaco sujo, fora de moda.
Esta roupa e o calçado apertado.
Isto tudo, enfim.
O pouco que tenho visto.
A falta do que quero escrito.
A vida que não vivi.
O sono do que desperto.
A morte, a morte.
O anseio que refreio.
O sonho, o sonho.
As letras que quero ler.
As letras que quero lidas.
A pessoa que quero ouvida.
O pouco espremido.
A essência buscada.
A beleza que vejo agora.
O despertar da consciência.
A cabeça que quero erguida.
O embate que agora enfrento.
O lamento, o lamento.
As pessoas a quem agradeço.
Aquelas que me desprezam.
Aquelas a quem não respondo.
Remoendo, remoendo.
O tudo que me fascina.
O que apreendo, o que apreendo.
Arpejo
Enviado por Arpejo em 21/10/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T703533

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
83 textos (3514 leituras)
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Arpejo