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MEUS INDEFINIDOS PRONOMES

Sou alguém para muitos alguns e
ninguém para muitos outros.
Nesse horizonte, na busca do equilíbrio,
é que se vive.
As vezes o peso é maior no lado da dor,
as vezes encontra-se o prazer, e em outros momentos surge com a bandeira da indiferença.
Desta forma, me faz lembrar que há diversos caminhos, e que o único em que nos leva a andar para frente é o que pavimenta a nossa verdade e nos move para o amor.
Por isso, caímos para que possamos conhecer o significado de como é levantar de verdade, o conhecimento intríseco do nascimento do sol... lição diária da natureza.
Choramos também para recordarmos que existem diversos andares para baixo, e assim percebermos o valor do sorriso, de quem sorrir pra você.
Defino-me, com os pronomes, indefinidamente. Como o instante que define e passa urgentemente, vivo conforme dias e noites, a passar infinitamente.
Portanto, para os alguns em que continuo alguém,
vivo aprendendo com as nossas semelhanças que alimentam minhas verdades,
e para os outros em que continuo ninguém,
aprendo a viver com as nossas diferenças reconhecendo as minhas mentiras.
Naldo Coutinho
Enviado por Naldo Coutinho em 23/10/2007
Reeditado em 25/10/2007
Código do texto: T705804
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Sobre o autor
Naldo Coutinho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Naldo Coutinho