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Quando a solidão fala...



Quando a tarde caminha a passos largos em busca do seu aconchego para, adormecida sonhar, cedendo com sutileza o seu lugar ao véu negro da noite, que se espraia e se agiganta sobre nós, minh'alma estremece co'a emoção transitando entre o peito e a garganta.
Emoção que se transmuta em um nó gigantesco se desfazendo num soberano pranto de dor. 
Dizem os mais sábios, ou mais sabidos, que o pranto lava a alma. Fico a imaginar,de que maneira? 
Olho ao meu redor, a solidão física me envolve com seus tentáculos como se desejasse esmagar-me transformando-me em milhões de fragmentos...
Que importa! Quem és tu ó solidão aflita? Teu nome já revela a tua procedência. 
Que podes contra os meus pensamentos e a minha fantasia que me transporta aos mais significativos e belos locais. 
Através do fio dourado da oração busco reorganizar os pensamentos e trazer paz à minh'alma. 
Ainda assim, continuo só, fisicamente, escutando a voz do silêncio que, em sonatas crescentes me aponta a direção para o meu repouso. A minh'alma.! 
Envolvo-me nesta amplitude, parte de mim, esqueço do que se passa ao meu redor e adormeço ao som dos meus soluços que pontuam sensibilidade extravasando... 



Uma linda noite para todos...PAZ!

Imagem do site google:
http://diario19.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_04.html

Sônia Maria Cidreira de Farias
Enviado por Sônia Maria Cidreira de Farias em 25/10/2007
Reeditado em 28/10/2007
Código do texto: T709764
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sônia Maria Cidreira de Farias
Jequié - Bahia - Brasil
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Sônia Maria Cidreira de Farias