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Sentidos

O que não daria o cego para enxergar?
O que não daria o surdo para escutar?
Nem que fosse por um instante
Tudo seria ainda mais emocionante.

E o que daria para entender
Porque não consegue esquecer?
O que daríamos nós
Para desatar esses nós?

É o fascínio que os envolve
E a intenção que é sempre nobre
Mesmo que a alma seja pequena.
Mais um dia frio? Que venha!

As palavras o leva a um lugar diferente,
O brilho desta manhã talvez o sustente.
Cego, surdo ou até mesmo mudo,
Eu sei, às vezes tudo é um absurdo.

Tudo foi desfeito e refeito,
Tornou-se perfeito e logo foi eleito.
Sou seu candidato imoral
A um cargo que cheira mal.

A alegria é sempre disfarçada,
Porque a tristeza vive embaraçada
Junto com o cego num mundo escuro
Que a cada passo anda mais inseguro.

Um afortunado não digo ser,
Pois, ouço, vejo e minto por você.
Só não posso dizer ter orgulho,
Jurar proteger-te? Cometerei perjúrio!

Por momentos querer ser cego.
(esqueço-me do meu ego)
Por momentos querer ser surdo.
(logo estou em outro mundo)

Que pecado seria te abandonar?
Seus crimes um dia irão aclamar?
Mesmo que esteja enganado,
Cego, surdo ou mudo, sou um afortunado.
Novecaldas
Enviado por Novecaldas em 27/10/2007
Reeditado em 27/10/2007
Código do texto: T712692
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Sobre o autor
Novecaldas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 30 anos
22 textos (635 leituras)
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Novecaldas