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Perplexidade


       Onde se encontra a vida que perdi sem nunca ter achado?quem foi que me deixou parada, assim perdida , com uma rosa na mão sem saber a quem dar?Eu parei sem nunca ter andado, parei e não consigo achar, nem o caminho de volta nem o caminho de ida. Parei sem mesmo saber se houve um lugar de onde vim, se há um lugar para onde ir...

        Nunca existiu tristeza tão triste quanto a da minha estupefação.Nunca existiu tristeza tão triste quanto a da minha solidão, caida em um ponto tão ermo, escuro e escondido, tão fora de tudo. Aqui onde estou não há mais ninguém e quem passa perto (às vezes tão perto) nem me vê ou pressente. Ninguém sabe que existo, o que fui ou o que sou. Nem eu mais distingo o que sou do que não. Mas bastava tão pouco, uma simples razão, um nome que fosse luz na escuridão. No entanto há  um riso que sinto, tão perto, que é límpido e é puro e me faz mais distante, mais fora da vida pois nunca foi meu.

       Ah!Bastava que fosse...bastava que fosse...

Maria Olimpia Alves de Melo
Enviado por Maria Olimpia Alves de Melo em 07/11/2007
Reeditado em 07/11/2007
Código do texto: T727601

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Sobre a autora
Maria Olimpia Alves de Melo
Lavras - Minas Gerais - Brasil
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Maria Olimpia Alves de Melo