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Faça algo!

Faça-me ouvir de novo.
Convença-me.
Está quase conseguindo.
Abra a porta e vá entrando.
Encostei, mas não travei.
É só empurrar.
Vá entrando, derrubando tudo.
Destroce as pilastras, destrua os livros.
Entre travando a porta atrás de si.
Apague a luz, diga “estou aqui”.
E me faça esquecer o mundo,
Códigos de conduta, artigos de lei.
Faça-me seu de uma vez.
Você tem apenas alguns instantes,
Antes que eu me decida.
Antes que eu diga “não”.
Cante de novo a canção.
Faça logo o que quer,
Mas faça algo.
Eu não posso.
Entre pela porta e trave bem.
Pois lá fora, não convém que haja testemunhas.
Mas, faça logo enquanto estou suscetível.
Senão, teremos nos perdido.
Você terá se encontrado,
Arrependido ou regozijado.
E eu serei apenas passado.
Apenas passado.
Faça logo!
Vem vindo os donos da razão.
Vem vindo os ministros.
Arrume a cama, arme o circo.
Faça. Eu desisto.
Arpejo
Enviado por Arpejo em 07/11/2007
Reeditado em 07/11/2007
Código do texto: T727921

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
83 textos (3514 leituras)
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Arpejo