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Minhas condolências

Será que alguém entende esse moço?
Nem doutor de doido resolve esse dilema.
O problema é que parecia envolvido.
No lido pelo escrito, havia um compromisso.
E agora isso. A gente fica de longe se perguntando.
Acontecera um desengano. Seguiu-se o plano, seguiu-se tudo.
E o sujeito, meio mudo, não soube responder a contento.
Se fosse eu, com toda minha falta de treinamento, me desculparia.
E diria, aconteceu, por tais e tais motivos.
E eu seria desculpado? Não sei.
Pelo menos, não saia por baixo.
E até, talvez, pudesse ter outra chance.
E, dessa droga de romance desfeito, falta as tintas abundantes.
Faltam as composições da madrugada.
Faltam os versos que haviam. Falta a vida que procurava o mar.
O mar perdeu a plenitude.
De repente emburreceu.
Que (*) isso que aconteceu (me desculpem)
Mas, é isso mesmo.
Ô, vê se aprende: mulher inteligente, a gente não engana.
No mínimo se enrola, pedindo desculpas e reconhecendo.
Mas, não é minha alçada. Não é nada. Desabafo eu.
E porque eu? Sei lá. Sei lá.
Arpejo
Enviado por Arpejo em 08/11/2007
Código do texto: T729260

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
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