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Ilhado

Ilhado

As vozes que ouço ao meu redor não me dizem nada, parecem ser ditas em alguma língua incompreensível e sem possibilidade de interpretação.
Os olhos que me fitam não possuem qualquer expressão conhecida ou amigável, são vazios,opacos , meramente funcionais.
Pessoas robotizadas passam por todos os lados, isoladas em seus mundinhos próprios e presas em suas prisões imaginárias e em seu "Modos operandi".
Aqui não há poesia. Ela foi semeada, mas o terreno estéril e as tempestades de irracionalidade não deixaram-na vingar.
Meus olhos vagueiam buscando um simples resquício de luz , mas só se deparam com a escuridão profunda , com o vácuo ...
O tempo se arrasta numa espécie de ampulheta de mão dupla, parece oscilar e preguiçoso decide a cada átimo se deve prosseguir ou não ...
Eu luto,reluto, faço rimas imaginárias e crio ambrosia de água mineral, recito Neruda e vagueio pelos labirintos infinitos da minha mente. Colho rosas púrpuras isoladas e solitárias em busca de um bouquet para você.
Aproxima-se nosso encontro e a luz se fará presente, como se o Universo se abrisse ante a dois sóis azuis e se banhasse em seus raios dourados.
Obrigado por você existir e por me fazer sonhar.
Tudo mais que eu disser torna-se repetitivo, embora a cada nova declaração os sentimentos envolvidos estejam mais fortes.
Milady, você é simplesmente tudo.

Leonardo Andrade

Leonardo Andrade
Enviado por Leonardo Andrade em 12/11/2007
Código do texto: T734126

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Sobre o autor
Leonardo Andrade
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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