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POEMA COM HORA MARCADA

Bebo. Cheiro. A tristeza não me desabraça. Habita minhas sombras (as do meio-dia e as da meia-noite). Os sabiás não cantam de manhã, as corujas não fazem ruídos ao luar. Idéia de nada. Nada. Muitos amigos foram lutar outras batalhas, muitas mulheres foram lutar outros amores. Abandonos. Cidade cada dia mais vazia, e Escobar no centro da praça da igreja matriz. No papel que embrulhou o pão de anteontem, escrevo algumas linhas, um poema para ser lido na hora certa, na hora da inexistência, na hora oca. O telefone tocou, mas era engano. Outro insone. Conversamos um pouco. Pude me refazer. Resolvi publicar o texto. Ei-lo. Agora, o dia se impôs e tenho de ir trabalhar: eu descrevo o nascer do sol para almas penadas. Até a noite.
Escobar Sete
Enviado por Escobar Sete em 14/11/2007
Código do texto: T737217
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Sobre o autor
Escobar Sete
Urucuia - Minas Gerais - Brasil, 46 anos
21 textos (944 leituras)
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Escobar Sete