Sentado na varanda

De poesias a tarde se deixa ir para os braços escuros da noite.

O frio, silenciosamente já se aninha nas beiras dos brejos e dos caminhos. Parece que de desejos o luar se despe e se posta na boca da noite, deixando suas lingeries rendadas de brilho caírem sobre os campos. Estradas emudecidas contam de viagens que a vida sonha.

E a saudade de vez em quando é pé de vento, que varre as pradarias do presente e espalha pedaços de emoções, tais quais folhas secas jogadas pelo chão.

Pego versos nos canteiros de poesias que eu mesmo semeio, e de segredos rego sentires. A noite é prosa nos contos da vida. Sempre penduro esperanças no meu quarto, quando vou dormir, para

que a manhã me surpreenda com novas formas de sorrir.

E a gratidão é como facho de vagalume que se acende a todo o momento, entrecortando a escuridão, contando de felicidade e grandeza, mesmo na pequenez da simplicidade.

A noite é mistério que não vou desvendar. “É um caso sério que não vou resolver”.

De silêncios invento inspirações que vão dar nas estrelas mais luzentes do universo de um certo olhar.

Takinho
Enviado por Takinho em 22/04/2022
Reeditado em 28/12/2023
Código do texto: T7500432
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