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dá-me deus


vingámos o luto da matéria, sedentos de tudo
aspirámos o ar das vírgulas, pontos de nada
também nós sonhámos com equilíbrios loucos

devolve-me, pois, a bioquímica da ausência, subtrai-me
já dobrámos o desmame dos chutos, gozamos mel
surge finalmente fado, há um desnorte próprio do sonho

para nos redimirmos do íntimo de nós, até lodo bebíamos
deixa-me, agora, aquecer-te essas mãos, dizendo-te fim

dá-me deus.

linda-a-velha (19 de dezembro de 2001)
Nuno Trinta de Sá
Enviado por Nuno Trinta de Sá em 28/12/2005
Código do texto: T91502
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Sobre o autor
Nuno Trinta de Sá
Portugal, 43 anos
73 textos (1677 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 13:03)