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O ar da tristeza sorridente.

O ar da tristeza sorridente. - ? - feira, 24 ou 25 de janeiro de 2005 (não me lembro muito bem)

Consegui até sorrir, caminhei pelo teto mas não caí, não eu mas meus olhos que imaginaram tal heresia.  Feriado nacional no meio das minhas férias. Quem foi que pediu? As piores e mais alucinantes férias sempre me alcançam. Acordei com uns tapas na minha cabeça. É lógico que é o que eu merecia, mas meu pai me acordando para passear num hotel as 7 da manhã?
Ohm não! “Bicho de sete cabeças”, eu não sou de muito papo com meus pais, mas meu comportamento agressivo não mais acontece.
Não sei o que meu pai pensou, mas minha cabeça estava delirando ao pensar em tamanha maluquice. Resolvi colocar o ultimo som do “Strokes” porque eu iria sentir a falta dele, meu rosto freqüentava agora aquele ar de tristeza sorridente, ao pensar que aquele estranho que se dizia meu pai, e balançava os braços no volante, os mesmos que sempre carregam as cervejas, estava pôr fazer a melhor escolha dele. Se livrar de mim....
Quem leva o filho em pleno feriado para descarregar bobinas em um hotel? Ou será ele quem precisava do manicômio? Olhamos no guia para achar o destino, ficava bem ali no centro de São Paulo, as ruas vazias como eu sempre desejei, nenhum pedestre chato que caminha em minha direção terei que desviar o olhar, o milagre do feriado e eu caminhando sabe-se deus para onde.
Fui então começando a disfarçar, corri alguns assuntos domésticos relativo a vida de familiares, quem sabe aquele sujeito possa se desequilibrar e dizer algo em deslize? Me imaginei fugindo pela porta do veículo em uns dos faróis, mas ai sim demonstraria a loucura que não sei se existe. E se não passasse de uma mera observação doentia? O tempo passava e eu já avistava as elevações do centro, seria o AA? Casa dia não porque é perto da minha casa....eu sei finalmente senti o alívio dentro da minha pessoa. Só acreditei ao ver o danoso hotel, muito estreito e de esquina, mas bonito pôr si próprio.
Enfim me vi obrigado a descarregar os objetos que haviam no porta-malas e me livrei logo deste mero engano. Que droga, perder minha manhã sagrada de sono e ainda com este peso que não mais me engana!

aconteceu!
r u l
Enviado por r u l em 26/03/2006
Código do texto: T128993
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Sobre o autor
r u l
São Paulo - São Paulo - Brasil, 29 anos
21 textos (1098 leituras)
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