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Solidão

Numa noite de muita chuva, depois de um dia cansativo e estressado de trabalho. Chego a minha casa com uma certa insatisfação da vida, algum tipo de vazio ou depressão. Sozinha, pego-me a falar com o espelho novamente. E ao lembrar dos meus tempos de infância, um sentimento estranho, mas já conhecido, toma-me a alma e a garganta apertada não impede a umidade nos meus olhos.
A estante, já velha, mostra-me um retrato esquecido, ambos corroídos, na minha memória, pelo tempo.No retrato, a aparência rude e intacta de minha mãe.Ao seu lado, o meu velho e companheiro pai, sempre com um sorriso radiante e iluminado.Logo abaixo, ao meio, estava o meu irmão caçula.Seu olhar entristecido refletia intenso desconforto, apagando seu sorriso indesejado.À direita de meu irmão se encontrava minha triste irmã, que não encobria seu lado frio e sombrio.Ao lado esquerdo de meu irmão, estava uma garotinha aparentemente alegre e divertida.Cativante menina.Seus olhos, cor de esmeralda, quase escondem a sua verdadeira face obscura e perdida.
É insuportável a tentativa fracassada de lembranças felizes. E esse sentimento me invade, causando-me um enorme ardor no peito, que inunda ainda mais meus olhos com lagrimas sofridas de um pensamento vazio.
Carolaine
Enviado por Carolaine em 16/05/2006
Reeditado em 16/05/2006
Código do texto: T156908
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Sobre a autora
Carolaine
Fortaleza - Ceará - Brasil, 11 anos
18 textos (1318 leituras)
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Carolaine