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Vinte minutos: um olhar diferente no hospital

Está é a rua Dona Veridiana, Zona Oeste da cidade de São Paulo. Encontro uma rua extensa, com vários prédios, árvores e pessoas que caminham por lá.
Observo um prédio, uma construção que nos dias atuais não seria a forma de pensar de muitos engenheiros e arquitetos.
Passo pela guarita e lá estão pessoas que caminham para determinado local. São pessoas vestidas de branco que seguem para o Pronto Socorro e pessoas comuns que vão para o Necrotério ou para a área de Cirurgia Geral. É isto mesmo chegamos a um hospital!

A primeira coisa percebida é a profundidade e a dimensão dos corredores que parecem intermináveis. Novamente observo pessoas comuns com uma expressão abatida e um olhar distante. Perto dali um som irritante de carrinho de supermercado antigo, é apenas um funcionário do hospital com a roupa azul clara e branca correndo para fazer a entrega rumo ao Pronto Socorro.

Sigo caminhando por aqueles corredores, encontro uma porta e uma cruz acima desta que é a sacristia, mas estava fechada, como as várias portas daquele corredor.

No encontro dos corredores observo uma praça com dois bustos, alguns gatos, árvores e pessoas que seguem, com o mesmo olhar abatido que encontrei na entrada do hospital, para a capela.

A capela lembra muitas igrejas católicas de bairro, mas com o estilo europeu instalado nela, imagens sacras, vários quadros em que contam o martírio de Jesus Cristo até a segunda volta no mundo dos homens e o retorno aos céus.

Haviam quatro pessoas orando. Por que elas oram? Por um ente querido que está sofrendo na UTI? Ou por alguém que infelizmente foi vencido pela doença e não está mais entre nós no mundo dos humanos?

A vida tem dessas artimanhas. Na saída da capela uma cena inusitada. Encontro um lago artificial com vários peixes e e um pai e sua filha admirando o lago com as carpas coloridas que davam a cor especial naquela água e tartarugas que não estão nem aí para o mundo ao redor.

No lago havia mais um observador ao meu lado, era um gato preto com olhos verdes claros que observava pela grade do lago a melhor forma de caçar o seu almoço. O bichano estava com esperança que seria a sua próxima refeição.

E tudo isso em uma caminhada no interior da Santa Casa de Misericórida de São Paulo, um lugar intrigante e ao mesmo tempo fascinate.
Cido Coelho
Enviado por Cido Coelho em 20/08/2006
Código do texto: T220656

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Sobre o autor
Cido Coelho
São Paulo - São Paulo - Brasil, 32 anos
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