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Uma lição...




Aprendi que não se deve viver do passado.

O futuro vai depender do modo como vivermos o presente. O presente, deve ser vivido intensamente. De maneira equilibrada, honesta, ajustado às nossas condições sócio-econômicas. Nunca devemos elevar às mãos além de nossas possibilidades, do contrário criaremos situações desagradáveis a serem resolvidas posteriormente. Não devemos nos deixar levar pelas ilusões. Devemos educar nossos cinco sentidos, para não cometermos desequilíbrios

Lembremo-nos de que tudo que fizermos de bom ou de mau um dia nos será cobrado. Não importa de que nos rotulem. Cafona, radical, caipira, antiquado, etc. O que importa é nossa consciência tranqüila, perante nós mesmo, a sociedade e do supremo que nos deu a vida nos criando segundo sua imagem e semelhança, como espíritos eternos. Assim, não temeremos à morte do corpo. Viveremos tranqüilos, saudáveis, alegres, por muitos anos.

O contrário não é necessário narrar. Os noticiários estão repletos de exemplos desagradáveis. É só ler, refletir e perguntar. Por que isso aconteceu? Tudo tem uma razão de ser. Nada é por acaso. Desde que o mundo foi criado a Lei de causa e efeito está em execução. É uma só para todos. Não é como legisladores e executivos de toda ordem, que elaboram leis e mais leis, decretos e pareceres, quantos forem seus interesses e necessidades. Por essa razão vivemos um CAOS, que está difícil de solucionar.

Em meio a essa balbúrdia em que vivemos, cito em particular o Sistema Educacional Brasileiro. Realmente não se deve viver de recordações, tudo tem sua época, emoção e razão de ser. Mas, fazendo-se uma análise comparativa entre a Lei de Diretrizes e Bases, 4024 e a Lei 5692/72 em diante, é um descalabro. Dá saudade sim, de muitas coisas. É sabido e notório, que muitos aspectos deveriam ser equacionados a luz da evolução técnico-científico e levando-se em conta a real necessidade brasileira. Nada fica estagnado. Foram feitas mudanças radicais, baseadas em modelos, não mais funcionais na Europa e EUA, mas que iam de encontro às propostas econômicas, que foram acontecendo em cada período governamental.

Está a educação brasileira falida, órfão de pai e mãe, cada um que assume o poder quer dar um jeitinho, mas acaba complicando ainda mais e os absurdos são uns atrás dos outros. É triste vermos que a maioria dos alunos que se formam seja em que grau for, sabem muito pouco ou quase nada. Ler, escrever e interpretar é de chorar e rir ao mesmo tempo. Há sim as exceções. Quem é bom é bom mesmo. O lírio nasce no lodo e é perfumado e branco como a neve. Onde tudo isso irá desembocar?

Fica o alerta. Quer queira ou não somos os responsáveis. A covardia, o medo, fazem com que nos aquietemos. A classe sindical só sabe reivindicar salário. É importante sim. E o resto? O que foi feito? O caos está ai mesmo.

Vamos aceitando tudo. Não vi, não sei, tenho raiva de quem sabe. É melhor assim, para não nos stressar. É problema para os mais novos resolverem. Será? Não se esqueçam. Um dia teremos que prestar conta.

É importante irmos ao fundo do baú, procurarmos o que ainda há de melhor, até mesmo do passado e começarmos a colocar em prática, de acordo com a realidade de cada ambiente. Somos ou não somos professores? As mudanças começam de baixo para cima. Se formos esperar quem de direito venha realizar, o mundo acaba e o Caos continua. Ainda é tempo de salvarmos em parte a educação brasileira.

A primeira coisa é nos conscientizarmos para agir, sem guerra e violência. O mais importante é termos coragem, fé, união perspicácia e boa vontade.

Em suma, é em nós e na prática diária da sala de aula, que começam as mudanças.
Pappe
Enviado por Pappe em 23/10/2006
Reeditado em 13/11/2006
Código do texto: T271865
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Sobre o autor
Pappe
Teresópolis - Rio de Janeiro - Brasil
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