Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

O Papel da Cultura

Seria possível nos dias de hoje preservarmos nossa cultura de um modo que não prejudique a nossa própria evolução enquanto homens que trabalham, estudam, se relacionam, criam  novas coisas diariamente?

Num mundo globalizado como o de hoje, as relações humanas acontecem num intervalo de tempo muito menor, o que também faz com que essa relações se tornem mais numerosas e complexas. Tal globalização apesar de nos trazer algumas vantagens, proporciona-nos algumas desvantagens, como por exemplo: a perda dos bons valores. Mas a principal delas, é a perda da nossa própria identidade cultural, que na atualidade já passamos do ponto sem volta. Afirmo isso devido o arcabouço social já estar estruturado sobre parâmetros que reafirmam tais necessidades de assim ser. O mundo por ter se tornado dinâmico, exige que os seres humanos que o habitam também tenham esta característica. O ser humano não pode mais ser apenas um trabalhador de um ofício só, ou seja, aquele que só consegue desempenhar um único tipo de atividade e ainda de forma superficial, rústica. O trabalhador do século XXI precisa dominar seu ofício profundamente, especializar-se, e ainda, ter domínio de vários outros conhecimentos fora da sua área de atuação, como dominar outra língua (Inglês), por exemplo.

Essas transformações, que alguns chamam, até com um pouco de razão de “modernização humana” são característica do processo metamórfico da cultura. Então se isto é modernização qual o problema de tal evolução, da perda dos paradigmas? O problema é apenas um. Devido a constante crise do capital, os paradigmas sociais precisam ser reformulados numa velocidade tamanha, que os próprios produtos comercializados por tais, se tornam obsoletos em menos de ano. Esta reformulação constante atinge a cultura da sociedade. A sociedade por falta de instrução adequada (ensino), por falta de oportunidade no mundo do trabalho, por causa da competição que este último causa, não consegue acompanhar tal mudança cultural à altura de inserir-se na sociedade tornando-se por vez um “desaculturado” como diz Paulo Freire, excluído da sociedade.

Mas tudo bem, isso não é culpa da cultura, pois se a mesma é entendida como tudo aquilo que o homem constrói através do trabalho,  a grande culpa é do homem que a faz com tal. A cultura não tem vida, não tem vontade própria, ela é determinada pela ideologia humana.

Portanto, retomando à pergunta inicial “seria possível nos dias de hoje preservarmos nossa cultura de um modo que não prejudique a nossa própria evolução enquanto homens que trabalham, estudam, se relacionam, criam  novas coisas diariamente?” posso dizer que seria um erro conservarmos nossa cultura, ou seja, nosso modo de lidar com os fatos, nossos hábitos, já que se assim fosse, ainda viveríamos na época medieval onde a realidade era pior ainda, ou então, na época da caverna, como os macacos. Por outro lado, uma revolução cultural desenfreada como a de hoje pode ser trágica – um exemplo é observar o comportamento das pessoas: o sexo é banalizado, as pessoas têm vergonha de amar o próximo, tudo é dinheiro, tudo é violência, a família está se tornando um fracasso, as pessoas não tem tempo, etc, etc. A cultura tem que se transformar sim, mas sem agredir os sentimentos nobres (amizade, amor, compaixão, perdão, respeito e tantos outros), que tornam o meio social um lugar bom para viver e não um campo de batalha. A cultura, aliás, a subcultura, assume um papel na sociedade  que é o de impulsionar para o futuro, sempre à frente, jamais voltando à formas passadas, massificando o povo, fazendo com que tudo que eles vejam sejam normal, pois é o novo tempo que chega. Sempre o tempo da não evolução humana!!
Adriano Rocha
Enviado por Adriano Rocha em 13/12/2006
Código do texto: T317162
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Adriano Rocha
Miracema do Tocantins - Tocantins - Brasil, 31 anos
6 textos (7577 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/11/14 07:38)



Rádio Poética