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O MITO DESMISTIFICADO

>> Na Antiguidade, os individuos que mais se destacavam na vida de uma sociedade, principalmente os guerreiros, eram transformados em deuses ou semideuses. Os seus sucessos nas batalhas, suas vitórias sobre o inimigo e as suas conquistas, granjeavam-lhes tanta fama, que o entusiasmo popular chegava ao auge de tecer fantasias em torno deles, criando-lhes uma auréola de poder fantástico.
>>O herói era cultuado como salvador do povo, defensor dos seus direitos e de suas propriedades. Toda mãe queria que seu filho fosse igual ao herói de sua simpatia. Em tempos remotos o valor do homem estava caracterizado pela sua força, rapidez e agilidade, inteligência e argüição estratégica. Do acordo com a época, que era de força bruta, de dureza, os caminhos ainda inóspitos para transpor, o herói era sempre aquele que conseguia sair de seus limites. Tinha que ter a coragem de abandonar suas terras para pisar em terras alheias. Naturalmente a finalidade dessas proezas era a conquista de novas dimensões, uma maneira de aumentar e enriquecer os seus domínios e granjear-lhes a fama.
A verdade, porém, é que o herói trabalhava para outro,ao qual jurava defender e ajudar. Os deuses maiores eram os que mandavam; os chefes tribais, que tinham poder de vida e morte sobre seus súditos. Eles tinham uma maneira de persuadir o povo (prática de magia e alquimia aliados à capacidade e conhecimento de psicologia coletiva), criando à sua volta um véu de mistério, que os tornavam seres fabulosos, por isto mantinham certa distância da populaça e até mesmo de seus comandados. Apenas mantinham junto de si os mais afeitos e aos quais tinham confiança, isto porque os segurava a promessa de receber parte dos bens de conquista. Daí o aparecimento dos deuses mitológicos, que não eram outra coisa do que simples seres humanos de carne e osso, que tinham sobre seus ombros, a responsabilidade de dirigir e defender terras e domínios dos soberanos aos quais serviam ou aos quais estavam aliados.
>> Com a passagem do tempo, os fatos foram se perdendo na memória através de séculos e mais séculos, até se transformarem em lendas, ficando um ou outro vestígio da realidade, empanada pelo véu da fantasia criada pela ignorância e falso discernimento com que os historiadores se viram a braços, enredados na crendice popular, talvez, estrategicamente preparados para melhor defesa de interesses ocultos. O povo teme e respeita aquilo que lhe é desconhecido, fenômenos para os quais não encontra explicação. Essa é a razão plausível pela qual os antigos chefes, conquistadores, propositalmente criavam lendas fantásticas em torno de seus feitos.
Victoria Magna
Enviado por Victoria Magna em 20/07/2005
Reeditado em 27/08/2008
Código do texto: T36152
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Sobre a autora
Victoria Magna
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Victoria Magna