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ARTIGO DE OPINIÃO: análise linguística

Plano de aula: Professora Sonia Rosa Pires

Conteúdo: Artigo de opinião;
       Coesão textual;
                    Análise linguística.

Objetivo da aula: Fazer a análise linguística de um artigo de opinião, dando ênfase à coesão e coerência textual.
Objetivo a ser alcançado pelos discentes: Entender e utilizar corretamente os elementos articuladores dentro do artigo de opinião, tornando-o assim coeso e coerente.
Metodologia:
1º) Utilizar o texto 1 - “Outras virão” de Arnaldo Jabor. Fazer a leitura sem interrupções para só depois retornar e mostrar a estruturação do artigo de opinião destacando os elementos coesivos do texto, para isso fazendo uso da simbologia previamente combinada com os alunos.

2º) Entregar o texto 2 - “Estamos com fome de amor” de Arnaldo Jabor que será analisado pelos alunos, seguindo o modelo de análise feito anteriormente pela professora.

3º) Para a análise usaremos símbolos que destacarão se o elemento coesivo ou os termos utilizados pelo autor vem antes do termo enunciado, se vem depois, se vai mudar o rumo da análise ou se vai adicionar ideias. São eles:
( < ) termo que aparece antes;
( > ) termo que aparece depois;
( + ) termo que foi adicionado;
( / ) termo que mudará o rumo da análise;
( o ) elipse;
( * ) opinião do autor.
Obs: Podem-se acrescentar outros símbolos para outras análises.

Número aproximado de aulas: 03

1ª aula – explanação e análise linguística do primeiro texto feito pelo professor;

2ª aula – Análise linguística do segundo texto feito pelos alunos. (não há a necessidade de fazer a análise de todo o texto, mas o que o professor achar mais relevante);

3ª aula – Elaboração de um artigo de opinião feito pelos alunos dando ênfase aos articuladores.
Observação: Em comum acordo com os alunos, o professor pode, depois dos textos elaborados pelos discentes, fazer a troca dos textos entre eles para que opinem onde houve falhas e acertos no texto do colega referente à sua estrutura enquanto artigo de opinião e se houve coerência e coesão. Isso demandaria pelo menos mais uma ou duas aulas. Os alunos trocariam opiniões entre si, porém subsidiados pelo professor.


RESUMO DA AULA: Explanação sobre o que vem a ser um artigo de opinião e a importância dos elementos articuladores  para se obter um texto coeso e coerente.
Artigo de opinião: texto cujo autor, geralmente trabalha para um jornal ou revista, expondo seu ponto de vista sobre um determinado assunto que tenha gerado polêmica, sendo favorável ou desfavorável a ele. O artigo de opinião é um texto breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor, contudo, para isso, o autor utiliza-se de conhecimentos prévios sobre o assunto, o que lhe dará suporte para seus argumentos. Nesses argumentos, o autor pode fazer uso de citações (utilizar-se da fala de outra pessoa) além de ter seus próprios argumentos. Quando o artigo reflete a opinião do jornal trata-se de um editorial e nesse caso o texto não vem assinado, mas se o texto reflete a opinião do autor, temos aí o artigo de opinião e o mesmo vem assinado por aquele que o escreveu. O artigo de opinião pode abranger vários assuntos polêmicos, atuais ou não. Mas atente para o seguinte, em vestibulares, a assinatura é desnecessária, uma vez que pode identificar a autoria e desclassificar o candidato. Uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas.
Como dito anteriormente, a linguagem é objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do autor.
Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias. Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que se trata de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.
Coesão: são elementos que estabelecem relações lógicas entre os seguimentos do texto (conectivos, por exemplo) ou que fazem referências a outros elementos presentes (sinônimos, advérbios, pronomes). A coesão de um texto decorre, portanto, do uso adequado desses elementos. Sem a coesão adequada o texto poderá não ter coerência ou tornar-se um texto repetitivo. Enquanto a coerência se manifesta no plano do conteúdo, do encadeamento de ideias, a coesão se manifesta no plano da superfície do texto, isto é, nas relações linguísticas (emprego de conectivos, advérbios, pronomes, sinônimos). Há a coesão referencial utilizada nas substituições de termos dentro do texto para que o mesmo não se torne repetitivo e a coesão sequencial que garante a sequencia lógica do texto, principalmente fazendo uso adequado dos tempos verbais.
Análise linguística: ao lado da leitura e da produção de textos, é a unidade de ensino em que se analisam os recursos expressivos da língua, considerada esta como uma produção discursiva. Assim, o trabalho com a análise e reflexão da língua constitui-se como uma prática fundamental para que os alunos aprendam a Língua Portuguesa refletindo sobre seus diversos usos. Ao pensar e falar sobre a linguagem realiza-se uma atividade de natureza reflexiva, ou seja, quando se há interação, há sempre uma atividade de reflexão e, portanto, uma atividade de análise linguística. Vale salientar que o fato de saber dizer as "regras da gramática" não garante uma escrita eficaz.


OUTRAS VIRÃO
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo


As tragédias acontecem sempre: aviões caem, "titanics" afundam, mas sempre há uma tragédia não percebida entre nós, melhor, uma série de erros não anunciados que acabam desembocando na catástrofe de Santa Maria. Uma das piores do mundo. Mais um horror talvez evitável. Mas o defeito principal do País talvez seja a displicência, irmã da eterna incompetência que nos aflige desde a colônia. São as tragédias em gestação.

Os problemas só surgem quando não há mais solução. Vejam os jornais, onde as notícias são sobre coisas que não deram certo, erros de cálculo, obras inacabadas, preços superfaturados, uma lista diária de fracassos, do que poderia ter sido e não foi. Ou então a inocência eterna: ninguém sabe de nada, ninguém pecou, ninguém roubou nunca. São os "desacontecimentos". Vejam agora os dois sujeitos que vão comandar o Congresso, ambos com denúncias graves na Justiça. Mais uma tragédia anunciada vem aí.

Mas fiquemos na pequena história do dia a dia, o "fait divers", mesmo que seja a espantosa calamidade que matou mais de 230 pessoas.

Esse incêndio contou provavelmente com a colaboração de instalações precárias, fiscalização vencida, empregados mal preparados, idiotas semianalfabetos como os seguranças que trancaram portas, ridículas e irresponsáveis apresentações artísticas como esse conjunto de rock que soltou fogos de artifício para ocultar sua mediocridade e, lá, bem lá no fim, o inevitável "Acaso".

Assim como somos um país em que os cargos técnicos são ocupados por alianças políticas, como o caso da energia, com um ministro que nem sabe acender um abajur, também o dia a dia é assolado pela mediocridade e falta de amor pelos empreendimentos realizados. Interessa sempre o lucro pelo menor gasto possível. Teremos agora o segundo ato: mães e pais chorando em desespero, busca de culpados, advogados negando erros e, aos poucos, nos esqueceremos dessa desgraça a mais. Outras virão. Só nos resta dizer mais uma vez: "Que horror!" e continuar a vida, hoje em dia feita de pressa, medo e suspense, num país onde o óbvio nunca é feito: só as desnecessidades.


ANÁLISE LINGUÍSTICA DO TEXTO

OUTRAS VIRÃO  (>)    ( Entenderemos depois, que a palavra “OUTRAS” quer dizer “TRAGÉDIAS”)

Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

As tragédias acontecem sempre: aviões caem, "titanics" afundam (*) (o autor generaliza as ideias de tragédias comparando com as grandes tragédias que já aconteceram), mas (/) (aqui, a conjunção adversativa indica mudança de rumo em relação ao que se estava falando) sempre há uma tragédia não percebida entre nós, melhor, (<) (o autor dará um exemplo que melhor explicará seu ponto de vista) uma série de erros não anunciados que (<) (termo que se refere a tragédias) acabam desembocando na catástrofe de Santa Maria (>)(aqui pressupõe-se que o leitor já conhece o fato citado, aqui acontece uma metonímia: tragédia pelo lugar que aconteceu). Uma das piores (0)(ocorre uma elipse, omissão da palavra CATÁSTROFE, para evitar repetições desnecessárias) do mundo. Mais um horror talvez evitável (*)(opinião do autor). Mas (/) (mudança de rumo com a conjunção MAS) o defeito principal do País talvez seja a displicência,(*) (segundo o autor, a displicência seja a causa provável para as tragédias) irmã da eterna incompetência (+) (adição à ideia de displicência) que (<) (retoma a ideia do porquê das tragédias) nos aflige desde a colônia. São as tragédias em gestação. (*) (termo metafórico para as tragédias que ainda estão por vir)

Os problemas (<) (todo tipo de tragédia) só surgem quando não há mais solução. Vejam os jornais, (>) (o autor o que será dito “nos jornais” chamando nossa atenção com um verbo no imperativo) onde (<) (retomada da palavra jornal) as notícias são sobre coisas (>) (o autor generaliza com a palavra COISA termos que virão como exemplos depois) que não deram certo, erros de cálculo, obras inacabadas, preços superfaturados, uma lista diária de fracassos, do que poderia ter sido e não foi. Ou então (/) (mudança no rumo das ideias, alternativas) a inocência eterna: (*) (mais um termo metafórico seguido de dois pontos, onde haverá uma explicação para o termo) ninguém sabe de nada, ninguém pecou, ninguém roubou nunca. (>) (explicação do termo anterior) São os "desacontecimentos".(*) (importante observar que ao criar um neologismo, o autor o encerra entre aspas para que o leitor perceba que ele (o autor) não escreveu errado, mas reinventou uma palavra que melhor descrevesse sua ideia.) Vejam agora os dois sujeitos que vão comandar o Congresso, ambos com denúncias graves na Justiça. Mais uma tragédia anunciada vem aí. (*) (mais uma vez o autor apela para um conhecimento prévio de seus leitores, porém para não fugir do assunto em questão ele encerra abruptamente esse parágrafo deixando as reflexões para o leitor.) (provavelmente o autor está falando de Renan Calheiros (PMDB) e Jorge Viana (PT).

Mas (/) (mudança de rumo com a conjunção adversativa) fiquemos na pequena história do dia a dia, o "fait divers", mesmo que seja a espantosa calamidade que matou mais de 230 pessoas. (*) (ironia do autor quando nos chama para ficar “na pequena história do dia a dia”, utilizando-se inclusive de um termo americano que quer dizer a mesma coisa, como se a morte de mais de 230 pessoas num único episódio fosse a coisa mais banal e corriqueira do mundo, mas não nos enganemos com as artimanhas do autor, pois o termo “MESMO QUE” indica sua indignação).

Esse incêndio contou provavelmente com a colaboração de instalações precárias, fiscalização vencida, empregados mal preparados, idiotas semianalfabetos como os seguranças que trancaram portas, ridículas e irresponsáveis apresentações artísticas como esse conjunto de rock que soltou fogos de artifício para ocultar sua mediocridade e, lá, bem lá no fim, o inevitável "Acaso". (*) (aqui o autor retoma sua ideia central exposta no segundo parágrafo e mais uma vez se utiliza da ironia quando coloca entre aspas a palavra “ACASO”)

Assim como somos um país em que os cargos técnicos são ocupados por alianças políticas, como o caso da energia, com um ministro que nem sabe acender um abajur(*) (o autor ironiza e refere-se a Edison Lobão que é um jornalista e político brasileiro e atualmente é ministro de Minas e Energia, sua crítica se sustenta no fato de que a formação do Ministro nada tem a ver com o cargo ocupado, sua crítica se estenda a outras esferas públicas e privadas onde pessoas “incapacitadas” são nomeadas a ocupar cargos que não condizem com suas capacitações, colocando assim em risco a vida de várias pessoas, como no caso da Boate Kiss), também o dia a dia é assolado pela mediocridade e falta de amor pelos empreendimentos realizados. Interessa sempre o lucro pelo menor gasto possível. (>) (parágrafo que dará continuidade à ideia anterior)  Teremos agora o segundo ato: (*) (mais uma vez irônico quando compara a vida a um teatro, pois utiliza-se do termo “segundo ato” o autor mostra as desgraças que acontecem de um lado pela irresponsabilidade daqueles que deveriam zelar pela vida humana, mas também mostra como fica o outro lado) mães e pais chorando em desespero, busca de culpados, advogados negando erros e, aos poucos, nos esqueceremos dessa desgraça a mais (<) (incêndio da Boate). Outras virão. (<) (refere-se às desgraças) Só nos resta dizer mais uma vez: "Que horror!" e continuar a vida, hoje em dia feita de pressa, medo e suspense, num país onde o óbvio nunca é feito: só as desnecessidades. (*) (o autor termina seu artigo expondo a mediocridade do ser humano que sente a dor alheia enquanto esta está passando nos noticiários, mas logo se esquece e a dor fica mesmo para as famílias que perderam seus entes queridos, além de que não lutamos por um mundo melhor, acomodados esperamos a próxima tragédia, pois o óbvio nunca é feito, ou seja, a prevenção).

ESTAMOS COM FOME DE AMOR

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor

ROTEIRO DE REVISÃO: ARTIGO DE OPINIÃO
 
*Aspecto estrutural
1- Predomina no artigo uma ideia central?
2- A comprovação baseia-se em argumentos relacionados à ideia central?
3- A conclusão está relacionada aos argumentos apresentados?
4- Há coesão e coerência entre as várias partes do texto?

*Aspecto gramatical
1- As palavras estão grafadas e acentuadas corretamente?
2- Fez uso adequado dos sinais de pontuação?
3-Há concordância verbal e nominal?
*Aspecto estilístico
1- Constrói frases claras e precisas, mesmo utilizando-se de figuras de linguagem?
 

DICAS PARA O VESTIBULAR

Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/redacao-nos-vestibulares.htm 07/04/2013 - 09:40 am.

Fique atento, pois as construções textuais estão cada vez mais diferenciadas. Já se foi o tempo em que as produções se dividiam exclusivamente entre: dissertação, narração, descrição ou carta.

Atualmente, os gêneros textuais são outros: fábula, artigo de opinião, conto fantástico, manifesto, artigo de divulgação científica, crônica, diário, noticiário, e assim por diante. A carta continua sendo cobrada, mas em suas diversas formas: carta pessoal, carta de reclamação, carta ao leitor, carta-argumentativa.

Contudo, vale lembrar que além desses novos gêneros surgidos na prova, a dissertação, pertencente ao quarteto inicial, aparece em muitos vestibulares, bem como no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). A modalidade dissertação-argumentativa exige do candidato muita leitura dos acontecimentos gerais do mundo. Por isso, é de extrema necessidade se manter informado através dos jornais escritos e televisionados de confiança. A narração também continua em vista, mas é bem menos “visada” para as provas de concursos do que há alguns anos.

Portanto, não se condicione às perspectivas impostas por sua própria maneira de pensar. Procure saber o que a prova de redação tem exigido nos vestibulares e pesquise sobre os gêneros textuais exigidos. Veja com seu professor de redação se há possibilidade de fazer produções extras, como forma de testar seus conhecimentos. E, claro, siga sempre o padrão de provas da universidade que escolheu!

Por isso, é fundamental que você, mesmo que ainda esteja no Ensino Médio, se atente para as provas anteriores de redação da universidade que escolheu, pois como dito anteriormente, os estilos de prova se diferenciam bastante. Verifique e treine bastante, essa é a melhor dica para quem quer tirar nota 10 em redação na hora do vestibular! Não espere para tomar essa atitude em cima da hora, pois quanto mais habituado você estiver com o que lê, mais ágil, mais tranquilo e mais direcionado fica!

Claro, não é o caso de viver com uma folha em branco e caneta nas mãos, contudo, pratique uma vez por semana, pelo menos, mas também se lembre de descansar a mente!
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Sugestões de temas para a escrita de um artigo de opinião:
*Obs: Cada tema poderá ter vários seguimentos.

- Guerra entre as Coreias / Por que as guerras acontecem?;
- Declarações preconceituosas feitas por pessoas públicas (importantes);
- Brasil: gastos com a Copa do Mundo X pobreza;
- A legalização do aborto;
- Violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha;
-  Deputado Marco Feliciano X Direitos Humanos;
- Bullying e Cyberbullying;
- A legalização do casamento gay;
- Questão da maioridade penal X crimes hediondos praticados por menores de idade;
- Dengue: culpa do governo ou da sociedade?
- A médica Virgínia Soares e a Eutanásia;
- Lei penal no Brasil;
- A influência que a mídia exerce sobre as pessoas;
- A busca do corpo perfeito e sua relação com os meios midiáticos;
- Solidão no meio da multidão;
- O romantismo está ultrapassado?
- Inversão de valores;
- Os games podem gerar um serial killer?;
Pode-se acrescentar outros temas que o professor e/ou os alunos acharem pertinentes.

 “Não condene a opinião do outro porque ela difere da sua. Vocês dois podem estar errados.”    (Dandemis)


BOA AULA - Esse plano de aula poderá ser usado desde que os créditos sejam dados à elaboradora do mesmo.
Sonia Rosa Pires
Enviado por Sonia Rosa Pires em 07/04/2013
Código do texto: T4228471
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sonia Rosa Pires
Alto Paraná - Paraná - Brasil, 47 anos
118 textos (46468 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/10/14 12:37)
Sonia Rosa Pires



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