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CULTIVANDO O AMOR


Hoje eu sou muito mais feliz do que já fui ontem. Acredito que pelo fato de ter deixado o amor fazer parte da minha vida, por ter fé, acreditar em mim mesmo, acreditar nos outros e também por acreditar em Deus. Isto não quer dizer que sentimentos menores não fazem parte da minha vida. Eles existem sim. Mas, como um bom jardineiro que cuida de suas plantas eu também estou atento aos meus sentimentos e sempre que posso arranco aqueles que podem prejudicar minha vida. Sei que posso melhorar. Considero-me um ser em evolução. E como bom jardineiro cuido para ver minhas plantas florescerem.
Cada dia é uma luta voraz para me manter incólume. É óbvio que sou atingido e afetado por tudo o que me acontece e também pelo que acontece aos outros, cuido para não esmorecer. Acredito que tudo sempre pode melhorar e vou em busca dos meus sonhos e nessa busca perene e constante descubro que o tempo pode ser, por vezes, dentro de um mesmo número de horas, curto e infinito. Tudo depende das emoções nas quais estou envolvido e do estado de espírito que estas emoções me proporcionam. No entanto, o amor, na sua plenitude nunca me abandona. Seja no relacionamento com as pessoas que me cercam, seja nas coisas que faço, seja para com os objetos que me circundam. Amar o que fazemos é imprescindível para fazê-lo bem feito.
Nesse sentido a felicidade pode ser uma constante em nossas vidas. E eu sinto-me muito melhor do que aquele ser que vejo no espelho, melhor do que aquela pessoa que as outras pessoas no dia-a-dia vêem em mim e sem criar expectativas de retorno eu continuo o meu modo de viver, pois acredito no que um amigo e mestre próximo sempre diz: “o amor é algo que quando damos se multiplica em nós, em nossas vidas. Ele não diminui nunca. Pelo contrário aumenta mais e mais”.
Não é o fato de eu não receber do outro e com a mesma intensidade o amor que dou que me fará desistir da empreitada de plantar amor no coração dos homens e mulheres que surgem em meu caminho. Minha vida está pautada nisto e eu sinto que cresço com isto todos os dias. Este fato já me proporcionou a felicidade de ver a vida de muitos sendo modificada, pois os alicerces do amor são muito sólidos. Não que eu queira ter “lucros” com isto. Nem tampouco ver materialmente minha vida se modificar. Minha construção é invisível e eterna. Ela cria paredes invisíveis, constrói muros indestrutíveis, protege, proporciona paz interior e cria sonhos capazes de me deslocar no espaço. Atingir planetas diferentes e até tocar estrelas. Neste mundo o sol não fere os sentidos. O calor que me toca vem de dentro para fora, muito além do meu corpo físico ou do espaço que ocupo no momento.
Não espere nunca do outro o que ele não está pronto para te dar. Dê você mesmo a satisfação que espera do outro a si próprio. Desta forma, você depende só de você, criando assim sustentação sólida para si próprio, o que servirá de modelo, de inspiração e de exemplo aos outros. Abra seus braços. Não tenha medo. O amor não dói, nem machuca. Sorria! É o teu sorriso que curará os teus males e assim servirá de alento àqueles que estão perdidos em si mesmos.
Respire profundamente e sinta o ar que entra em teu corpo. Leve esta energia curativa a cada uma das tuas células. Faça isto muitas vezes e você perceberá que além de existir, você vive. Olhe ao seu redor observe a natureza de um modo geral e em particular cada coisa que te rodeia. Você é amado. Você está em harmonia. O amor está em você, nas coisas, nos seres, no ar, nas plantas, nos rios, nos mares, nas pessoas, no céu, nas estrelas...
           Ame-se! Cultive o amor em todas as suas formas. Encontre através dele o seu equilíbrio. Só assim você perceberá que viver é algo mais que ser, pois viver é algo mágico e transcendental...
MÁRIO FEIJÓ
Enviado por MÁRIO FEIJÓ em 05/08/2007
Código do texto: T594215
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
MÁRIO FEIJÓ
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil, 62 anos
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MÁRIO FEIJÓ



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