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Numa tarde de sexta-feira, quatorze horas mais ou menos, encontrava-me na Av. Brasil, a espera do ônibus até a rodoviária Novo Rio. Estava cansado, depois de uma manhã agitada, seis aulas seguidas, interagindo com alunos agitados, desinteressado..., só pensava em chegar em casa, Teresópolis, tomar um banho e descansar. Era mês de outubro e o calor primaveril já era escaldante.
Depois de esperar Quase dez minutos, para o ônibus 484 Copacabana/Bangu, lotado, entrei assim mesmo, queria chegar rápido à rodoviária para conseguir apanhar o ônibus das quinze horas para Terê. Era um empurra-empurra sem conta, custei chegar até quase à porta de saída, o suor descia parecia “cascata” Entraram umas dez pessoas. O ônibus dá uma arrancada, “sacoleja” tudo, para que os passageiros se acomodassem devidamente. Nem pulga conseguia pular de passageiro a outro. No ponto seguinte para novamente, já estava apinhado de gente, a porta nem fechava. E eu aflito que chegasse logo à rodoviária, o tempo passava rápido. Um calor insuportável. Em meio a confusão na porta de entrada muitos tendo que descer entra um casal com caras estranhas e vem empurrando todo mundo em sentido contrário, dirigiam-se para o final do ônibus. Ao passarem por mim o homem me deu uma espremida e senti que minha mochila havia sido puxada, olhei pra o lado puxei a bolsa pra junto de mim, nem dava para desconfiar de nada tal era o aperto, nesse ínterim a mulher falava comigo, mas nem me lembro mais sobre que, tentando desviar minha atenção. Tudo foi tão rápido que nem deu para imaginar nada. E o ônibus seguia rápido, era um salva-se quem puder.
Ao chegar ao ponto da estação rodoviária Novo Rio dei sinal, o ônibus parou, soltei, e uma voz interior me dizia você foi roubado. Tirei a mochila, percebi que estava aberta, o coração disparou, abri, cadê o casaco, a carteira não estava. Senti uma sensação tão desagradável difícil de explicar. Tentei me acalmar. Sorte foi que, o dinheiro mesmo estava no bolso da calça , na parte da frente. O casaco que tanto gostava e era prático, que fazer não voltaria., na carteira havia um cheque preenchido, de pouco valor e o mais importante era minha carteira funcional do Município do Rio, os outros documentos estavam também no bolso da calça.
O interessante é que, ao soltar do ônibus, todos me olhavam como que admirados, eles devem ter visto o homem abrir minha mochila retirar o casaco e a carteira, eu até percebi algo estranho quando ele me espremeu e puxou a bolsa, mas fiquei na minha, e o medo! Mas Graças a Deus nada de mais grave aconteceu. Um conselho siga sempre seu coração, se assim fizesse não passaria por esta situação.

Pappe
Enviado por Pappe em 21/09/2007
Código do texto: T662384
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Sobre o autor
Pappe
Teresópolis - Rio de Janeiro - Brasil
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